
O ex-deputado federal Fábio Trad anunciou nesta quarta-feira (2) sua saída do PSD, partido presidido pelo seu irmão Nelsinho Trad em Mato Grosso do Sul e ao qual estava filiado desde 2015. O advogado justificou que o atual momento político “exige escolhas claras” e vê a direita caminhando para o extremo, com a ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e espectro do centro nacional desaparecendo.
Atualmente na Gerência de Auditoria e Controle da Embratur, Fábio afirma que atualmente “ou se é cumplice do extremismo de direita ou se está ao lado do estado democrático de direito”. O ex-deputado acredita que com a saída do PSD terá mais “liberdade”, porque assim poderia melhor “servir ao país”, mas de olho nas eleições de 2026, caso decida concorrer, deve escolher o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Eu escolho a democracia com clareza e sem ambiguidade. Entre justiça tributária e cortes sociais, eu fico com a taxação dos bilionários. Entre a fé usada como negócio político e o estado laico, eu fico, com respeito, a todos os credos. Entre uma responsabilidade fiscal que castiga os pobres e outra que cobra dos privilegiados, escolho a justiça social. Entre o saudosismo autoritário e o sonho de uma Brasil autenticamente democrático, eu fico com os ideais daqueles que foram vítimas da ditadura”, declarou Fábio Trad em vídeo publicado em suas redes sociais.
O irmão de Nelsinho e do ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad, que trocou o PSD pelo PDT antes de se eleger vereador em 2024, diz estar refletindo sobre se retornará à atividade política partidária, mas adianta que se sentiria “mais confortável” no partido de Lula.
“Por enquanto, nada definido, até porque estou refletindo sobre se retomarei a atividade política partidária. Entretanto, se eu mais à frente decidir por participar da vida partidária, eu me sentiria mais confortável no partido de Lula, o nosso Presidente”, disse Fábio a O Jacaré.




















