14 de Dezembro, 2025 20h12mNoticias

Pintado, pacu e dourado pescados durante piracema rendem multa de mais de R$ 30 mil em MS

Espécies nativas como pintado, dourado, curimbatá, pacu, cachara, ximboré, piauçu e piapara resultaram em R$ 34,2 mil em multas e na doação de 250 kg de pescado para entidades filantrópicas e famílias carentes de Dourados e Bonito, em Mato Grosso do

Espécies nativas como pintado, dourado, curimbatá, pacu, cachara, ximboré, piauçu e piapara resultaram em R$ 34,2 mil em multas e na doação de 250 kg de pescado para entidades filantrópicas e famílias carentes de Dourados e Bonito, em Mato Grosso do Sul.

A última apreensão ocorreu na quarta-feira (10): um pintado de 21 kg destinado ao Hospital da Vida. Segundo a administração, o alimento chegou em um momento importante e será usado em um prato ainda em planejamento.

Outras duas apreensões ocorreram em novembro. No dia 13, a Polícia Militar Ambiental encontrou 26 kg de pescado nativo armazenado de forma irregular no distrito de Águas de Miranda, em Bonito. O material não tinha autorização nem comprovação de origem.

De acordo com a Polícia Militar Ambiental (PMA), o lote incluía espécies importantes para a bacia local, como dourado, curimbatá e pacu. O responsável foi multado, mas o valor não foi informado.

Como os peixes estavam descongelando, a PMA destinou o material a famílias carentes da região, para evitar desperdício.

A outra apreensão ocorreu em 21 de novembro, no mesmo distrito. Em um rancho, a PMA encontrou 27 kg de pescado nativo congelado, incluindo cachara, pacu, ximboré, piauçu e piapara.

O pescado estava armazenado em um freezer sem autorização ambiental. O proprietário foi multado em R$ 1.240,00 e os peixes foram doados a uma instituição filantrópica da região.

Pintado vira refeição de hospital

O peixe da espécie pintado, de 21 kg, apreendido durante a piracema, foi doado nesta quarta-feira (10) para o Hospital da Vida, em Dourados (MS). O animal foi confiscado pela Polícia Militar Ambiental (PMA) durante a piracema e gerou R$ 33 mil de multa.

A apreensão ocorreu na sexta-feira (5), na região do Porto Cambira, também em Dourados. Segundo a PMA, o motorista passou pela ponte do rio Dourado, na MS-156, em alta velocidade e, ao ser abordado, confessou que levava o peixe de 1,40 m.

Sobre a Piracema

A Piracema é um período crítico para a reprodução dos peixes, quando diversas espécies sobem os rios para desovar. Por isso, a pesca fica proibida, e a fiscalização é intensificada em todo o estado para garantir a renovação dos estoques pesqueiros.

Durante esse período, é proibida a captura, transporte, armazenamento e comercialização de peixes nativos nas bacias dos rios Paraguai e Paraná, conforme a legislação ambiental vigente. O objetivo é garantir a desova e a reprodução, contribuindo para a manutenção das populações de peixes.

A proibição segue até 28 de fevereiro, conforme norma do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Proibição total

Durante todo o período da piracema, a pesca está totalmente proibida no estado, em todas as modalidades, incluindo:

- Pesca de barranco;
- Pesca embarcada e desembarcada com qualquer tipo de equipamento.

Nos reservatórios do Rio Paraná, é permitida apenas a pesca de espécies não nativas, com limite de 10 kg e mais um exemplar, utilizando caniço simples, molinete ou carretilha.

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Exceções para subsistência

Durante o período de defeso, a pesca é restrita às comunidades ribeirinhas que dependem do recurso para subsistência familiar.

A pesca é permitida somente para consumo próprio, sendo proibida a estocagem, comercialização, doação ou distribuição do pescado.

São autorizados apenas: canoas movidas a remo (sem motor de popa), pesca de barranco e apetrechos simples, como caniço e varinha.

Para quem não é ribeirinho, a pesca está proibida em qualquer modalidade durante o período de defeso.

Penalidades para quem descumprir

Pescar durante a piracema é crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998. As punições variam conforme a infração e podem incluir multas e prisão.

Quem for flagrado pescando ilegalmente responderá nas três esferas:

- Criminal: pena de 1 a 3 anos de detenção;
- Administrativa: multa de R$ 700 a R$ 100.000, conforme a gravidade e condição econômica;
- Civil: obrigação de reparar o dano ambiental.

Além disso, haverá apreensão de materiais utilizados, como barco, motor, veículo e petrechos de pesca. O infrator será conduzido à delegacia em flagrante.

Denúncias de pesca ilegal podem ser feitas pelos telefones (67) 3428-0384 e 181.

g1 MS

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