
Da Redação - O senador de Mato Grosso do Sul Nelsinho Trad, do PSD, diz estar atento às novas taxas globais de 15% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O parlamentar adianta que vai seguir dialogando com senadores americanos para debater os impactos causados no Brasil e em MS.
Nelsinho também é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal e afirma que a Suprema Corte deliberou que o presidente não podia usar uma lei de emergência para aplicar tarifas amplas sobre praticamente todos os países.
Com isso, foram anuladas as chamadas tarifas “recíprocas”, que começaram em 10%, em abril de 2025, e chegaram a percentuais mais altos para alguns países, incluindo uma sobretaxa adicional de 40% sobre vários produtos brasileiros.
No mesmo dia, a Casa Branca anunciou uma nova tarifa global de 10%, que, no sábado, foi elevada para 15%, dentro do limite permitido pela legislação comercial de 1974.
“Quando a gente foi aos Estados Unidos para fazer frente a essa situação, a gente ouviu dos senadores americanos que eles iriam fazer o questionamento na Justiça. Eles fizeram e a Justiça derrubou o tarifaço porque a premissa que o presidente Trump usou para aplicar o tarifaço não só no Brasil, mas em outros países do mundo, foi pela Lei de Emergência Econômica. Ela precisava ser tramitada no Congresso Americano e não foi. Por seis votos a 3, a Suprema Corte decidiu que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump eram ilegais. Todas as tarifas que ele cobrou caíram por terra e agora quem pagou a mais para mandar os produtos com a sobretaxa? A Suprema Corte está vendo caso a caso como vai fazer para restituir os agricultores e empresários que mandaram o dinheiro com a sobretaxa”, disse o senador sul-mato-grossense.
Nelsinho liderou comitiva de senadores brasileiros que realizaram um plano de ação contra o “tarifaço” dos Estados Unidos, em julho do ano passado, e adianta que o diálogo vai ser mantido. O senador também acredita que os EUA não gostariam de desgaste com o Brasil.
“Vamos manter o contato cada vez mais com os parlamentares americanos para que eles possam nos ajudar. Lá, no final do ano, terá eleições para deputados e senadores. Lá, o voto é distrital. Os que disputarão não vão querer ter desgastes em suas bases eleitorais e o tarifaço oferece desgaste, pois aumenta o custo de vida americano. Muita água vai rolar”, afirmou.
Vice-presidente considera tarifa positiva
Presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin (PSB), disse neste domingo (22) que as novas tarifas anunciadas na última semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, geraram um saldo positivo para o Brasil.
De acordo com ele, a alíquota de 15% imposta de forma igual em âmbito global garante competitividade.
“Ela foi positiva porque ela estabeleceu que a alíquota deve ser igual para todos. Inicialmente era 10% e, na última ordem executiva, foi para 15%”, disse em conversa com jornalistas na cidade de Aparecida, em São Paulo.
“É justa [a medida], porque a tarifa média dos produtos americanos de entrada no Brasil é 2,7% e os Estados Unidos tem déficit com o mundo inteiro, praticamente, e tem superávit com o Brasil, tanto na balança de serviços quanto na balança de bens. Então, mesmo com a alíquota de 15%, como ela é igual para todo mundo, nós não perdemos competitividade”, acrescentou.




















