Costa Rica: O desespero de uma mãe. Filha desapareceu a mais de 10 anos e a outra está presa acusada de tráfico de drogas
Mais de uma dezena de jovens costarriquenses estão presos acusados de tráfico.

Mais de uma dezena de jovens costarriquenses estão presos acusados de tráfico. A morte de Gustavo na última terça-feira ascende uma discussão: O que fazer para reduzir o envolvimento de jovens com o tráfico?

Da Redação – Uma mãe, Lucimeire Ferreira da Silva, 41 anos e mãe de seis filhos, não tem nada para comemorar no dia da mulher – ela, é mãe, e a mais de 10 anos convive com um drama: sua filha de Vanessa Ferreira da Silva, está desaparecida desde 9 de dezembro de 2006. Vanessa foi vista pela última vez junto com uma amiga, Cleibiane, que também desapareceu na mesma noite – e, passados todos esses anos, as autoridades nunca conseguiram esclarecer o caso. “Minha filha desapareceu, acho que nunca vou poder ver pelo menos os ossos da minha filha”, desabafa. A mãe acusa um ex-político da cidade como mentor do crime.
Lucimeire vai mais além: “Se eu fosse rica, o desaparecimento da minha filha já havia sido esclarecido”. Ela acredita que as autoridades não se empenharam no esclarecimento do caso, mas faz uma ressalva ao delegado Cleverson que foi titular da delegacia por alguns anos, afirmando que ele até que se interessou, mas não conseguiu esclarecer o desaparecimento de Vanessa e de Cleibiane.
A filha de Lucimeire, Fabiana Silva Araújo, 19 anos, está presa no presídio de Três Lagoas. Para se ter ideia, a mãe Lucimeire ainda não foi visitar a filha por falta de recursos financeiros. “Minha filha está passando por necessidade lá no presídio, e não tenho como ir visitá-la”, disse.
Na última terça-feira (7), o jovem Gustavo da Sila Berquó, com 18 anos de idade, filho de Costa Rica, foi preso em 2 de dezembro de 2016, junto a outros 4 jovens da cidade. Gustavo ficou preso em Costa Rica, mas pediu para ser transferido para o presídio de Cassilândia, e ficou numa cela com mais dezoito presos. Gustavo passou a sentir dores no dia 2 de fevereiro, e segundo informações, foi levado ao hospital da cidade vizinha por algumas vezes. Na segunda-feira (6), a mãe de Gustavo, Neide Berquó viajou para Cassilândia na segunda-feira à noite, e logo que chegou ao hospital percebeu que a situação do seu filho era grave.
Neide narra que seu filho não teve a atenção devida, tanto pela direção do presídio e como também pelos médicos que o atenderam. A mãe disse que vai pedir na justiça todos os esclarecimentos sobre a morte do seu filho.
Tanto Lucimeire, como Neide, que são mães, e são pessoas de baixa-renda, e fazem parte de uma estatística que preocupa a sociedade costarriquense – que é, o crescimento vertiginoso de jovens com o consumo e tráfico de drogas. Lucimeire que tem outros filhos
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