Costa Rica: Mulher faz reutilização de seringas e pega infecção; médico pede para trabalhador ir ao consultório particular
Uma senhora diabética e que tem a necessidade de fazer aplicações de insulina, foi orientada no Posto de Saúde a reutiliza

Uma senhora diabética e que tem a necessidade de fazer aplicações de insulina, foi orientada no Posto de Saúde a reutilizar seringas descartáveis. Resultado: infecção no abdômen. A situação veio à tona com denuncia apresentada na Câmara Municipal.
Local – Na sessão de desta segunda-feira (7), o vereador Roni Cota (PSDB, apresentou em sua fala, duas denuncias graves no sistema de saúde de Costa Rica. O vereador disse que foi procurado por uma senhora que é portadora de diabete, e devido a doença faz tratamento com a aplicação de insulina duas vezes por semana. Essa senhora disse ao vereador que foi ao Posto de Saúde, e lá foi orientada a fazer a reutilização da seringas descartáveis. O resultado da orientação que a paciente obteve no Posto de Saúde foi desastrosa, e seu abdômen foi acometido a uma infecção.
Com a infecção no corpo, e muitas dores, a mulher que não está identificada para preservar por enquanto sua identidade, entrou em desespero e chegou a pensar que iria morrer. Ao tentar ser atendida no Posto de Saúde, não conseguia, pois dizia a ela que necessitaria fazer o agendamento.
O vereador Roni Cota cobrou das autoridades mais cuidado e eficiência no trato com as pessoas que necessitam de atendimento, principalmente nesse caso, segundo o vereador a mulher que usuária do sistema foi “indevidamente” orientada a reutilizar seringas.
O vereador Lucas Gerolomo (PSB), líder do prefeito disse que a reutilização de seringas descartáveis para aplicação de insulina está devidamente prevista em uma portaria do Ministério da Saúde.
ATO ADMINISTRATIVO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
Em 2014, a juíza federal do estado do Pará, Hind Ghassan Kayath, concedeu liminar em ação civil pública de autoria da Procuradoria da República Alan Rogério Mansur Silva, para suspender parcialmente o ato administrativo do Ministério da Saúde, que autoriza reutilização de seringas descartáveis. O procurador federal aponta riscos a saúda na reutilização de seringas descartáveis, que vão desde a perda da escala de graduação e da lubrificação da seringa. Sem dizer dos riscos de infecção, que pode levar a morte.
São contrário a reutilização de seringas descartáveis, o Conselho Regional de Enfermagem do estado de SP, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Associação Nacional de Assistência aos Diabéticos, segundo informou o procurador na sua ação.
Uma seringa descartável para aplicação de insulina tem preço entre R$ 3,00 a 4,00 nas farmácias da cidade. Comprando por atacado diretamente do laboratório, o preço deve ser bem menor.
MÉDICO MANDAR PACIENTE DO SUS IR AO CONSULTÓRIO
Essa já é velha. O paciente um trabalhador que buscava um laudo médico, depois de estar submetendo a tratamento nos sistema público de saúde de Costa Rica. Essa foi outra denuncia que o vereador Roni Cota apresentou na Câmara Municipal. Segundo ele, foi procurado por um rapaz que estava necessitando de um laudo médico para levar até o INSS. Mesmo de já estar tratando com o médico a alguns dias, ele o paciente foi orientado pelo próprio médico (Posto de Saúde), a ir a seu consultório particular. E lá, segundo o vereador, traduzindo o que o trabalhador lhe dissera, o profissional médico queria lhe cobrar uma consulta particular para lhe fornecer o laudo médico.
Depois que o trabalhador procurou o vereador Roni, e esse orientou ele ir até a Secretaria de Saúde, e narrar o caso. Isso feito, o trabalhador foi direcionado a outro médico que lhe atendeu.
Acontece que os médicos que atendem no sistema público recebem por isso, e são pagos em dia, e não podem jamais utilizar desse método. Cabe aí uma sindicância administrativa. Quem se submete ao tratamento na saúde pública, deve ser resguardado o bom atendimento e tratamento de forma gratuita, conforme preconiza o SUS.
Situação bem grave, e que precisa ser bem investigada pelas autoridades de saúde.
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