Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

A Lava Jato chega a MS através do grupo Bertin

Agenda apreendida de Natalino Bertin relaciona nomes de políticos de MS como Puccinelli, Marun e Vander Da Redação – A o

G

gazetanews

A Lava Jato chega a MS através do grupo Bertin
Evento do grupo Bertin, com a presença de políticos de MS|Créditos: Divulgação/Fabiano Inove
Agenda apreendida de Natalino Bertin relaciona nomes de políticos de MS como Puccinelli, Marun e Vander

Da Redação – A operação Lava Jato efetuou a quebra dos sigilos fiscais e bancários do Grupo Bertin, e que ajudou a chegar a pagamento ao empresário Ronan Maria Pinto, dono de um jornal no ABC paulista, preso semana passada, alvo da 27ª fase da operação, batizada de Operação Carbono 14. O nome da operação tem a ver com a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.

O grupo Bertin serviu como meio de lavagem de dinheiro, segundo as investigações, e que envolve diretamente o pecuarista José Carlos Bumlai. O pecuarista fez operações no Banco Schahin para beneficiar o PT. Na lavanderia Bertin, como está sendo chamada, foram feitas oito operações bancárias num total de repasse no valor aproximado de R$ 6 milhões.

A documentação bancária apreendida revela que Bumlai após receber o empréstimo do Banco Schahin, transferiu em 21/10/2004 a quantia de R$ 12 milhões para a emrpesa Bertin Ltda.

Mato Grosso do Sul

Concomitantemente, a Policia Federal também investiga o envolvimento de políticos de MS no esquema de Bumlai e o grupo Schahin. No cruzamento de dados, constata que foram repassados valores a Puccinelli, Nelsinho Trad, Marun e Vander Loubet. Consta o repasse de R$ 500 mil para Trad Filho, R$ 30 mil para Marun e 100 mil reais para Vander. Esses valores foram transferidos do grupo Bertin para os destinatários. Isso já faz parte de uma denúncia do procurador da república Rodrigo Janot.

O envolvimento do ex-governador André Puccinelli, chamou a atenção da Policia Federal. Puccinelli atuou ativamente na venda da concessionária de água e esgoto de Campo Grande em novembro de 2005, ao grupo Equipav, e que pertence ao grupo Bertin. Pagaram R$ 185,5 milhões. Nas eleições de 2006, segundo consta em uma agenda apreendida de Natalino Bertin, controlador do grupo, o ex-governador recebeu R$ 350 mil para a sua campanha a reeleição ao governo do Estado.

A denúncia coloca novamente André Puccinelli na mira da operação Lava Jato, e segundo Filipe Hille Pace, há evidências muito forte de favorecimento a políticos de MS, em especial na transação de venda da concessionária de água, que deve ser bem investigada.

Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas

A Lava Jato chega a MS através do grupo Bertin | Jornal Gazeta Costa Rica