A guerra do tráfico em cidades de MS
Ponta Porã, Paranhos e Coronel Sapucaia, são cidades em que o tráfico faz parte do dia a dia dos moradores, e traficantes d&atild

Ponta Porã, Paranhos e Coronel Sapucaia, são cidades em que o tráfico faz parte do dia a dia dos moradores, e traficantes dão ordens para o que deve ou não fazer.
O tráfico de drogas e a violência na região de fronteira fizeram dezenas de vítimas neste ano. Esse fato, infelizmente, não é novidade e é recorrente a situação nessa área, que em Mato Grosso do Sul corresponde a 1.517 quilômetros e 12 municípios fronteiriços, com sete cidades gêmeas.
O conflito, que já é antigo, ainda deu um passo a frente e se transformou em guerra abertamente declarada neste 2016. A pouco mais de 300 quilômetros de Campo Grande, armas que servem para derrubar helicópteros em zonas de extrema disputa, como no Oriente Médio ou mesmo no Rio de Janeiro, foram utilizadas justamente para mostrar quem pode mais no comando do tráfico de drogas.
Personagem principal nesse epicentro era um dos chefões, visto inclusive como homem de negócios em Pedro Juan Caballero (Paraguai) e também em Ponta Porã, Jorge Rafaat. Brasileiro, ele não podia voltar ao Brasil por conta de processos a que respondia. Mesmo com vários seguranças, todos armados, caiu em emboscada enquanto dirigia seu Hummer blindado pelas ruas de Pedro Juan.
Uma sucessão de assassinatos continuaram acontecendo na faixa de fronteira, principalmente entre Brasil e Paraguai, depois da morte de Rafaat.
A guerra para comandar o negócio das drogas colocou até mesmo uma cidade toda refém. Moradores de Paranhos, que já testemunharam chacina à luz do dia, neste ano viram homens fortemente armados circularem pelas ruas e ordenarem que depois das 20h, todo comércio precisaria estar fechado e ninguém “considerado de bem” deveria andar na rua.
Se não bastasse, tentativa de encomendar a morte de presidente aconteceu neste ano, quando foi determinada a transferência de Jarvis Pavão do presídio onde tinha diversas regalias.
A presença da polícia não inibiu essas ações de criminosos. Até mesmo porque o efetivo, algumas vezes, não conseguiu nem mesmo proteger a delegacia, como aconteceu em Coronel Sapucaia. O prédio da Polícia Civil chegou a ser metralhado neste ano duas vezes, em uma mesma noite.
O Exército, a Marinha, o ministro da Defesa já foram para essas regiões neste ano e há promessas para que o ano que vem grupo especializado vai ajudar a combater a criminalidade na fronteira. Enquanto o Estado tenta se fortalecer, a guerra permanece.
Fonte: Correio do Estado
Notícias relacionadas
DENUNCIA
Emendas Federais: Empresário fez 250 saques totalizando R$ 3,7 milhões
DENUNCIA
Operação prende seis suspeitos de manipular jogos de futebol
DENUNCIA
Traficante de MS é suspeita de comprar sentença por R$ 3,5 milhões na Justiça Federal
DENUNCIA
