Cemitério: Persiste o problema da cobrança de R$ 800 para sepultar um morto em Costa Rica
Para sepultar um morto no cemitério público de Costa Rica custa a bagatela de oitocentos reais. O dinheiro vai para o bolso do coveiro.

Para sepultar um morto no cemitério público de Costa Rica custa a bagatela de oitocentos reais. O dinheiro vai para o bolso do coveiro.
Da Redação – Um problema que persiste e já se arrasta há alguns anos. O cemitério Divino Pai Eterno é público e é administrado pelo município. Ocorre que o coveiro que lá trabalha não é do quadro de funcionários da Prefeitura, e tudo indica que o seu serviço é particular, pois ele cobra R$ 800,00 por sepultura. Ora, se morrer dez pessoas no mês, o coveiro embolsa 8 mil reais.
O valor cobrado de R$ 800,00 paga a mão-de-obra e ainda os materiais utilizados para fazer a sepultura ou carneira. Em 2015, esse site noticiou sobre esse assunto, e foi apurado que são necessários 100 tijolos, de 1 a 2 sacos de cimento, ferro e duas telhas de amianto da de valor mais barato, para fazer a carneira. Um custo que não passa de 200 reais. A mão-de-obra de um pedreiro por dia, não passa de R$ 120,00. Como pode cobrar a quantia de 800,00 para sepultar o corpo de uma pessoa morta?
Hoje (2) pela manhã, a nossa reportagem pode verificar que um problema desses está em curso lá pelas bandas do cemitério. O coveiro quer receber em dinheiro a quantia de 800,00 para sepultar um falecido – idoso de 75 anos. Segundo um familiar, que narra assim a fala do coveiro ... “quero receber 800,00 uma nota sobre a outra...”
Cabe a Prefeitura Municipal resolver esse assunto, e o mais sensato e correto é que se faça a contratação de um coveiro pela municipalidade, pois a lei diz isso. Não pode a cada dia que passa, o mesmo problema persistir e familiares terem que passar por vexame para enterrar um ente querido. A vaga de coveiro consta da Lei de cargos e salários do município de 1990 e permaneceu com as modificações em 2001. Em 2010 com uma nova alteração, o cargo de coveiro foi excluído, mas pode ser reinserido novamente. Até que isso seja regularizado, a Prefeitura pode contratar em caráter provisório o coveiro numa vaga alternativa e pagar como função gratificada para solucionar o problema.
No caso de hoje, a filha do falecido teve que ligar para a secretária de Assistência Social do município para resolver o problema, e parece que o imbróglio ainda continua. O falecido Laurindo Costa dos Santos vai ser sepultado às 16 horas.
A função de um coveiro deve ser retribuida com o pagamento de um salário digno e mais a insalubridade, mas como servidor público e não particular.
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