Delciidio e Reinaldo tinham um acordo, revela delação da JBS
Reinado Azambuja, Andre Puccinelli e Zeca do PT, são citados na delação da JBS.

Reinado Azambuja, Andre Puccinelli e Zeca do PT, são citados na delação da JBS. A delação revela que Delcidio e Reinaldo fizeram um acordo para pagar a conta (...), claro, com dinheiro do poder público. Que coisa hem? E os eleitores brigando nas ruas...
Da Redação - Os documentos entregues pela JBS à PGR (Procuradoria Geral da República) e depoimentos dos sete delatores apontam que a empresa desembolsou “não menos que R$ 150 milhões”, conforme destacam os procuradores no documento de registro da delação premiada, em propinas dadas a políticos de Mato Grosso do Sul. O valor é a soma de tudo que foi pago entre 2003 e 2016.
O depoimento de Wesley Batista, um dos donos da JBS, à Operação Lava Jato, já havia revelado que esquema de troca de incentivos fiscais por propina passou por três governos de Mato Grosso do Sul.
O Campo Grande News teve acesso à íntegra da delação homologada na quinta-feira (18) e divulgada nesta sexta-feira (19) pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Os ex-governadores Zeca do PT e André Puccinelli (PMDB), além do atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), foram beneficiados, segundo o delator.
O pagamento foi feito por diversas modalidades. “Notas frias, pagamento de doleiros a terceiros e espécie”, detalhou o empresário.
Azambuja – Já Reinaldo Azambuja levou do grupo JBS, segundo a delação, R$ 45.631.696,03. Ele recebeu R$ 10 milhões em espécie, de acordo com o delator, e outros R$ 35 milhões por meio de pagamentos feitos com notas falsas emitidas por pessoas físicas e jurídicas.
A Buriti Comércio de Carnes seria a empresa participante do esquema, para a qual foram pagos R$ 12.903.691,03 por meio de notas frias expedidas entre maio e julho de 2015.
Agora, o que deixa todos perplexos é o fato de que Reinaldo e Delcidio fizeram um acordo, nas eleições de 2014. O acordo seria, quem ganhasse a eleição pagaria a dívida do outro. Fala-se em 12 milhões de reais. Enquanto isso, os eleitores brigam nas ruas, e lá no cume do poder, eles fazem acordo. Tudo não passa de um jogo, e que na verdade não há projeto de governo, mas sim projeto de poder e dinheiro.
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