Começa a vir à tona todo o esquema de corrupção em MS
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Logo após a delação da JBS, e logo em seguida a reportagem do programa Fantástico em que mostrou o “vivo e a cores”, o esquema de corrupção no governo de MS, outros “segredinhos” estão vindo a tona. O setor frigorífico e de curtume mais uma vez na “baila” das denuncias.
Da redação – O Brasil está sendo passado a limpo no que se relaciona ao poder público e a relação de empresas com o serviço público. São investigações de todas as formas e maneiras. A operação Lava Jato, a mais famosa e divulgada, por se tratar diretamente de personagens do alto escalão governamental, mas existe outro por aí. Em Mato Grosso a operação lama Asfáltica já detonou um ex-deputado federal, Edson Giroto, um ex-governador André Puccinelli e o empresário João Amorim. Especula-se que essa operação vai fazer muitos estragos na política do Estado, sem dizer que ainda tem empresários de renome que serão atingidos.
Concomitantemente, corre outras investigações no estado de MS, e numa dessas avançadas da Policia Federal e Controladoria-Geral do Estado, descobriu-se que há sonegação fiscal e possivelmente pagamento de propinas em outros casos.
A Controladoria-Geral do Estado confirmou que vai abrir mais 1 auditoria para apurar possíveis irregularidades em termos de benefício fiscal concedidos a empresas, depois da denúncia que envolveria sonegação fiscal e possível pagamento de propina dentro da Secretaria de Fazenda que envolvem o Curtume Braz Peli e os Frigoríficos Frigobrás e JBS, agora chegou a vez da Induspan Industria E Comercio De Couros Pantanal Ltda vizinha da JBS/BERTIN na saída para Sidrolândia, do empresário Dirceu Raveda Betoni.
Somente na auditoria que envolve a Induspan, que vai ser instaurada, há mais de R$ 5 bilhões em notas emitidas que podem ter sonegação fiscal envolvida NUM ESQUEMA GRANDIOSO DE SONEGAÇÃO FISCAL DE EXPORTAÇÃO.
Há (uma) semana, o órgão instaurou auditoria para verificar cinco termos que estão relacionados ao frigorífico JBS e o Curtume Braz Peli. A medida foi tomada depois que delação premiada dos irmão Joesley e Wesley Batista mencionaram possíveis pagamentos de propina em Mato Grosso do Sul para que houvesse benefício fiscal.
Já o procedimento que deve ser instaurado nesta segunda-feira (05) refere-se ao curtume Induspan Industria E Comercio De Couros Pantanal Ltda, que fica em Campo Grande.
O dono da Induspan, Dirceu Betoni tem operações em outros estados como Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso, com as seguintes empresas; Incorporadora Santa Genoveva, M. D. Factoring Ltda. - ME, Santa Genoveva Comercio de Couros Ltda - ME, todos em Curitiba (PR), Construtora e Incorporadora Marins Ltda, que esta em nome de Rita De Cassia Marins Dallago e Deboni Distribuidora de Titulos e Valores Mobiliarios Ltda, que está em nome de João Eduardo Marins e Agropecuaria Angelita Ltda em nome de Antonio Deboni.
"Dos seis ofícios que nós expedimos para os estados, dois já foram retornados com informações de fraude em relação a este empresário. O total de notas emitidas pela INDUSPAN a serem averiguadas ultrapassa os R$ 5 bilhões, porque ela lida com EXPORTAÇÃO e ai entra a Policia Federal, COAF e Receita Federal e até agora foram analisados R$ 4,634 milhões.", disse um dos investigadores.
Por outro lado, a INDUSPAN do empresário Dirceu Deboni vem financiando o PT e o PMDB e seus membros e até o filho do Juiz Federal Odilon de Oliveira desde 2004. Acompanhe:
Fonte: Site I9
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