Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

Escândalo: Médicos receberam propinas para vender próteses

O esquema funcionou e funciona no Brasil através de hospitais que atendem pelo SUS.

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Escândalo: Médicos receberam propinas para vender próteses
Créditos: Ilustrativa
O esquema funcionou e funciona no Brasil através de hospitais que atendem pelo SUS. As Câmaras Municipais deveriam abrir investigações certificar sobre a denúncia que é gravíssima.

Da Redação – Todos já sabiam disso. Aqui mesmo em Costa Rica já se falou disso nas entre linhas. Será que aconteceu aqui também? Só uma investigação bem profunda pode certificar sobre essa denúncia que é gravíssima.

A empresa norte-americana Zimmer Biomet Holdings Inc. admitiu o pagamento de propinas a médicos e hospitais do SUS no Brasil, em troca de facilitação na venda de seus produtos no país.

Uma investigação do governo americano constatou o envolvimento da empresa em pagamento de propinas para obter vantagens na venda de seus produtos, em vários países, é um desses é o Brasil.

A investigação mostra que até 2008 isso foi recorrente, e que pode está acontecendo até os dias de hoje. A empresa remunerava hospitais e médicos entre 10 a 20%, para médicos e hospitais, na venda de próteses para cirurgias no joelho e quadril.

Há números apurados pela a investigação que a empresa norte-americana lucrou mais de R$ 10 milhões até 2013 com as vendas no Brasil.

A empresa admite a fraude e acusa um representante da empresa no Brasil, que atuava dessa forma. A empresa vai manifestar a sua culpa perante a justiça americana. A situação veio à tona depois que a Associação dos Planos de Saúde no Brasil denunciou o caso, pois suspeita-se de mais de 100 milhões na venda de órteses e próteses.

Como funciona o esquema

Os representantes da empresa influenciavam os hospitais e médicos para usar os dispositivos da empresa, que são mais caros, e isso impactava nos orçamentos dos Planos de Saúde e dos Hospitais. Os médicos descreviam até a marca dos dispositivos que deveriam ser adquiridos. Esse esquema ficou conhecido como “máfia das próteses”, e resultou em prejuízos aos Planos de Saúde e aos Hospitais, que pagaram por produtos superfaturados.

Um levantamento da ANVISA chegou a números absurdos no superfaturamento, que um mesmo produto variava seu preço até 3000%, dependendo da localidade onde estava sendo comercializado.

O Ministério Público de Costa Rica e a Câmara de Vereadores deveriam investigar, se essa situação chegou até Costa Rica. É só procurar saber se aqui, no hospital local já foi realizado esses tipos de cirurgias – e levantar a origem dos dispositivos. Em caso positivo, investigar se ouve ou não superfaturamento.

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