Violência...Violência! Mais uma mulher assassinada em Campo Grande
De 2016 até abril deste ano, 43 mulheres foram vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul.

De 2016 até abril deste ano, 43 mulheres foram vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul. O número representa três mortes por mês.
Campo Grande - A Polícia Civil prendeu no início da tarde desta quarta-feira (26), o suspeito pela morte de Mayara Amaral, 27 anos. A jovem foi encontrada morta nua e com o corpo parcialmente queimado, no começo da noite de ontem (25), na região do Inferninho, que fica na saída para Rochedo, em Campo Grande.
A identificação do suspeito ainda não foi revelada pela polícia. Conforme informações apuradas, o registro do flagrante está sendo feito na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do bairro Piratininga. A suspeita é de que a vítima tenha sido morta com uma pancada na cabeça, pois no corpo dela não havia marca de perfuração.
Mayara estava desaparecida desde segunda-feira (24), quando saiu com duas amigas para ensaiar com a banda. Mayara teria sumido após brigar com o namorado. Ontem à noite, a mãe dela procurou a polícia após receber mensagem - provavelmente de uma pessoa se passando pela vítima - dizendo: “Você está onde agora? Ele é louco mãe. Está me perseguindo. Estava na casa dele e brigamos feio”. O corpo já tinha sido encontrado, mas até então estava sem identificação.
A vítima foi localizada por moradores às margens da rodovia que dá acesso à cachoeira do Inferninho. De acordo com a delegada Priscilla Anuda Quarti Vieira, que atendeu a ocorrência, havia sinais de pancadas na cabeça da mulher. "Ainda não dá pra saber se foi uma pedrada ou uma paulada", disse.
O fogo que carbonizou parte do corpo de Mayara teria começado primeiro na mata e depois atingido a vítima, encontrada apenas de calcinha.
O incêndio na vegetação começou por volta das 16h. Uma hora depois fazendeiros que passavam pela estrada avistaram o corpo, que ainda estava em chamas. Eles, então, acionaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar). O caso está sendo investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
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