Mato Grosso do Sul convive com crimes e tráfico de drogas
Em 2016 por busca de espaço no “jogo sórdido” do controle do tráfico, foi morto Jorge Rafaat, em Pedro Juan Caballero

Em 2016 por busca de espaço no “jogo sórdido” do controle do tráfico, foi morto Jorge Rafaat, em Pedro Juan Caballero; A menos de um mês, o chefe da segurança da Assembleia Legislativa de MS, a policial militar Ilson Martins foi assassinado na capital; e, ontem (25), a Policia Federal prendeu o subtenente da Policia Militar, Sílvio César Molina Azevedo e mais 20 pessoas, por envolvimento com o PCC – Primeiro Comando da Capital, acusados de abastecer a facção criminosa.
Da Redação – O Estado de Mato Grosso do Sul devido as fronteiras com países como o Paraguai e a Bolívia, é um território muito acessível a grupos e facções criminosas, isso devido ao contrabando de armas e tráfico de drogas. A ramificação dessas facções, que tem como base de ação as grandes cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais. Mas que escolhe as fronteiras do Brasil com outros países para alimentar o fluxo de seus negócios.
Para quem tinha a cidade de Campo Grande, capital de MS, como uma cidade tranquila e boa referência para morar, já não pode ter tanta certeza assim. A cidade por contar com mais de 800 mil habitantes, tornou lugar apropriado para que operadores e membros de facções criminosas se instalem e passem a operar seus negócios escusos. A fronteira com o Paraguai, cada vez mais perigosa.
Mataram Jorge Rafaat, um brasileiro que atuava como chefe do crime, e não queria que as grandes facções dominassem a fronteira com o Paraguai, atrapalhando seus negócios. Esse ano, mataram um policial chefe da segurança da Assembleia Legislativa de MS, um assassinato aos moldes de execução. No dia 25 de junho (ontem), a Policia Federal prendeu outro policial – subtenente que ao lado de sua família está sendo acusado de trabalhar em parceria com facções criminosas. Esse subtenente com salário de 10 mil reais, mantinha em seu patrimônio, um helicóptero, carros de luxo, dentre esses até uma Ferrari e outros bens. Sem dizer que o Ministério Público Estadual, depois de investigações prendeu, 5 ou 6 policiais militares que trabalhavam em conjunto com os contrabandistas de cigarros. Dentre esses, até um policial que servia a guarda especial do governador do Estado. A que ponto chegamos? O Estado de MS é seguro? Há quem diz que a situação é bem pior.
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