Puccinelli continua preso depois de julgamento de habeas corpus
O TRF3 nega liberdade do ex-governador de MS.

O TRF3 nega liberdade do ex-governador de MS.
Da Redação – No dia 20 de julho, por conta de denúncia do Ministério Público Federal, o ex-governador de MS, André Puccinelli, seu filho André Junior e o advogado João Paulo Calves, foram presos sob denúncia da Operação Lama Asfáltica.
O desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), Maurício Yukikazu Kato, negou o habeas corpus que pedia a liberdade do ex-governador e pré-candidato ao cargo de governador pelo MDB, disse em seu despacho que a decisão que decretou a prisão de Puccinelli, o filho e o advogado, está fundamentada em elementos que, ao menos por ora, indicam a necessidade da segregação cautelar, não padecendo de ilegalidade ou mácula que possam modificá-la”.
O grupo responde por crimes contra a administração pública e lavagem ou ocultação de bens oriundos de corrupção. As prisões foram cumpridas em desdobramentos da Operação Papiros de Lama, quinta fase da Operação Lama Asfáltica, que apura fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.
A PF afirma que, mesmo depois da prisão do ano passado, André continuava a operar esquema de lavagem de dinheiro, junto com o filho e João Paulo, utilizando o Instituto Ícone como ferramenta.
Através do habeas corpus, os advogados Renê Siufi e André Borges consideravam as medidas da prisão "absurdas", e defendem que André e os demais foram alvos de constrangimento ilegal e que as operações financeiras do Instituto Ícone eram todas lícitas. Eles consideram também caráter político das prisões ocorridas às vésperas de convenções partidárias, uma vez que André é pré-candidato ao Governo do Estado pelo MDB.
André e o filho estão presos no Centro de Triagem e o advogado João Paulo Calves no Presídio Militar de Trânsito. André Borges, representante de Calves, disse que a defesa ainda deve recorrer da decisão e vai continuar em busca da liberdade dos presos.
Aliados esperavam pela liberdade do ex-governador
O grupo político ligado ao ex-governador André Puccinelli, mantinha as esperanças que o pré-candidato fosse solto na tarde desta terça-feira (24), e pudesse retomar a pré-campanha eleitoral. Diante da negativa do TRF3, os políticos do MDB dizem que o ex-governador continua candidato.
HISTÓRICO
O grupo responde por crimes contra a administração pública e lavagem ou ocultação de bens oriundos de corrupção. As prisões foram cumpridas em desdobramentos da Operação Papiros de Lama, quinta fase da Operação Lama Asfáltica, que apura fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.
A PF afirma que, mesmo depois da prisão do ano passado, André continuava a operar esquema de lavagem de dinheiro, junto com o filho e João Paulo, utilizando o Instituto Ícone como ferramenta.
Através do habeas corpus, os advogados Renê Siufi e André Borges consideravam as medidas da prisão "absurdas", e defendem que André e os demais foram alvos de constrangimento ilegal e que as operações financeiras do Instituto Ícone eram todas lícitas. Eles consideram também caráter político das prisões ocorridas às vésperas de convenções partidárias, uma vez que André é pré-candidato ao Governo do Estado pelo MDB.
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