Governo de MS: Quadrilha planejava matar Polaco
O ministro do STJ Felix Fisher determinou a prisão temporária de 14 pessoas ligadas ao governo de Reinaldo Azambuja.

O ministro do STJ Felix Fisher determinou a prisão temporária de 14 pessoas ligadas ao governo de Reinaldo Azambuja.
Da Redação – A que ponto os governantes do Estado de Mato Grosso do Sul chegaram para manter um esquema “digno” de facção organizada. Estavam orquestrando matar um “companheiro”, por não ter sido fiel ao esquema de recebimento de propinas. O filho do governador, Rodrigo Souza e Silva mandou que uma pessoa roubasse o dinheiro de propina pago ao Polaco – R$ 270 mil reais.
Leia matéria publicado hoje no jornal Correio do Estado.
Suposto plano para matar o corretor de gado, José Ricardo Gutti Gumari, apelidado de “Polaco”, foi um dos principais motivos para a Polícia Federal pedir a prisão de empresários, políticos e pecuaristas ligados à cúpula da administração Reinaldo Azambuja (PSDB). A revelação consta na decisão do ministro Felix Fisher, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a prisão temporária de 14 pessoas, durante operação Vostok, desencadeada hoje.
Consta na decisão da Justiça de que “no bojo das investigações, verificou-se a possível arregimentação de eventual eliminação/morte de um dos atores da organização criminosa, o investigado José Ricardo Gutti Gumari, conhecido como “Polaco”, em decorrência da sua ausência de fidelidade a organização”.
Conforme o documento, Polaco estaria chantageando os envolvidos no esquema, sob ameaça de que faria uma delação premiada. Consta ainda que o aposentado Luiz Carlos Vareiro, 61 anos, era quem teria sido contratado para e executador o“serviço”, depois de Polaco ser citado em reportagem do programa Fantástico, Rede Globo, exibida no dia 28 de maio de 2017, que denunciava o esquema.
Preso por suposto roubo de veículo na BR-262, Vareio denunciou o plano, que teria sido encabeçado pelo filho do governador, Rodrigo Souza e Silva.
Na época, o lavador de carros denunciou que roubou “propina” de R$ 270 mil paga por integrantes da administração estadual a Polaco.
Articulador do roubo, Luiz Carlos Vareiro exigiu a presença do Ministério Público Estadual para revelar como orquestrou o crime. O promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, do Grupo Especial de Combate à Corrupção, compareceu à delegacia para ouvi-lo.
De acordo com Luiz Carlos, o filho de Reinaldo Azambuja teria lhe procurado para encomendar o roubo da propina destinada a Polaco, além da morte do corretor.
Polaco é apontado como um dos operadores do esquema investigado na operação da PF. Ele também recebia propinas e é alvo de mandado de prisão temporária.
O filho de Reinaldo Azambuja, Rodrigo de Souza e Silva, também está entre os presos. O governador de Mato Grosso do Sul, só não teve sua prisão solicitada, por causa dos “prejuízos sociais e econômicos” que o Estado poderia sofrer.
Os envolvidos teriam lucrado R$ 67.791.309,00 com o esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro por meio de notas frias. O esquema causou prejuízo de R$ 209.750.000,00 aos cofres públicos.
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