Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

Costa Rica: Trabalhadora é afastada por problemas de saúde, mas não consegue receber benefício do INSS

Médico nega novo atestado médico no sistema público, e pede para paciente ir ao consultório particular.

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gazetacrnews

Costa Rica: Trabalhadora é afastada por problemas de saúde, mas não consegue receber benefício do INSS
Médico nega novo atestado médico no sistema público, e pede para paciente ir ao consultório particular.

Da Redação -  Uma trabalhadora de uma empresa privada do município de Costa Rica, e que foi contratada em janeiro de 2017, e que por problemas de saúde, pois está com Fibromialgia e Síndrome do Túnel do Carpo, que pode levar ao formigamento, fraqueza ou danos musculares nas mãos e nos dedos, foi afastada por atestado médico, ficou por 4 meses recebendo beneficio do INSS, e depois foi suspenso o pagamento. Ela já voltou por duas vezes a se submeter a novas perícias, mas sempre é indeferido o pedido, com alegação que não foi aprovado na perícia. Ela continua sem trabalhar, sem salário e com o mesmo problema de saúde, que pode estar se agravando.

S.S, é mãe e mora numa casa alugada com o marido e os dois filhos. Sem renda, ela não sabe mais o que fazer.

Um atestado médico de 5 de julho de 2017, lhe afastou do trabalho, quando o médico ortopedista declarou expressamente os problemas de saúde, que não permite que ela continue trabalhando. Nessa condição, a mulher não tem outra opção a não ser recorrer ao beneficio do INSS, do qual é segurada. Mas as perícias nem sempre são favoráveis aos trabalhadores. Nesse caso, por duas oportunidades a trabalhadora foi reprovada.

Na última perícia, a trabalhadora apresentou um atestado de uma médica, que não é especialista no problema de saúde o qual a mulher se apresenta. “Não consigo atestado do especialista, pois o médico me pediu para ir no consultório particular.”, Acredita-se que mesmo ela sendo paciente do sistema público de saúde, pois o primeiro atestado foi concedido na Fundação Hospitalar em atendimento pelo SUS, pode estar sendo induzida a ir consultar no consultório particular e ter que pagar uma consulta, para assim obter um laudo médico concedido por um especialista. Será que essa prática é correta e ética? Quando o paciente é atendido pelo SUS, e depois o profissional médico procura induzir que esse paciente dê continuidade do tratamento no consultório particular?  As pessoas atendidas pelo SUS, na maioria das vezes são pessoas que não querem ou não podem pagar atendimento particular.

No caso da trabalhadora, para ela conseguir o laudo competente e assinado por um profissional especialista do problema de saúde do qual está sofrendo, deveria ser atendida novamente pelo SUS, sem que tenha que desembolsar qualquer valor a ser pago por uma consulta. Assim deve ser.

Depois de tantas idas e vindas, bem na hora em que a nossa reportagem conversava com a mulher (trabalhadora), o telefone dela tocou e do outro lado da linha, uma funcionária da empresa onde ela está com vínculo, para lhe comunicar que foi marcado um horário para ser atendida pelo médico do trabalho. Depois de nove meses sem receber salário e sequer o beneficio do INSS, e sem condições de trabalhar, sendo que o problema de saúde só se agrava, pois não foi sequer submetida a uma cirurgia – e o caso dela requer esse procedimento, com a consulta marcada com o médico do trabalho, pode estar se encaminhando para uma solução. Isso depois de nove meses.

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