Policia Federal fecha o cerco a políticos e empreiteiro em MS
A Polícia Federal, a Receita Federal e a CGU – Controladoria Geral da União fecham o cerco contra políticos e empreiteiro n

A Polícia Federal, a Receita Federal e a CGU – Controladoria Geral da União fecham o cerco contra políticos e empreiteiro na operação Lama Asfáltica, que visa desbatar uma “possível” quadrilha que atua com fraudes em obras públicas no estado de Mato Grosso do Sul.
O empreiteiro João Amorim, dono da Proteco Engenharia e irmão da deputada estadual Antonieta Amorim, ex-mulher do ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad, e um dos principais doadores de dinheiro para campanhas eleitorais em 2012 e 2014 no estado, é um dos alvos da investigação.
Para a campanha da irmã Antonieta, que se elegeu deputada estadual no ano passado, João Amorim doou R$ 1,4 milhão. Foram também beneficiados com doações do empreiteiro os deputados Carlos Marun, Junior Mochi, Lídio Lopes, Youssif Domingos e Alvaro Soares.
Em 2012 o empreiteiro Amorim doou R$ 1,4 milhões a campanha de Edson Giroto a Prefeitura de Campo Grande. Mesmo com essa grana toda, o candidato de Puccinelli foi derrotado nas urnas.
Em 2014, o empreiteiro João Amorim doou R$ 386 mil a direção estadual do PMDB.
Outros R$ 386 mil foram doados diretamente ao seu ex-cunhado, o candidato ao governo Nelson Trad Filho, que também foi prefeito de Campo Grande. Com seis contratos firmados ainda na gestão de Nelsinho, as empresas Proteco Construções Ltda. e LD, de propriedade de Luciano Dolzan, genro de Amorim, ‘abocanharam’ pelo menos R$ 18,7 milhões apenas para o serviço de tapa-buraco. Como cada contrato pode ser aditivado em até 25%, esses valores podem ultrapassar R$ 23,3 milhões.
Derrotado nas urnas, Giroto assumiu a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), nomeado por André Puccinelli. Segundo as investigações, os indícios de irregularidades começaram em 2013, com direcionamento de licitações a empresários ligados à organização, os quais recebiam valores supostamente superfaturados e repassavam parte dos lucros a servidores coniventes envolvidos. Também foram identificadas vultosas doações para campanhas de políticos.
O nome da operação faz referência a um dos insumos utilizados em obras com indícios de serem superfaturadas identificadas durante as investigações. As empresas investigadas atuam nos ramos de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza pública, entre outros.
