Lama Asfáltica: Quatro camionetes de documentos apreendidos e ramificações na Holanda
Campo Grande – A Policia Federal recolheu muitos documentos das empresas supostamente envolvidas em irregularidades na prestação d

Campo Grande – A Policia Federal recolheu muitos documentos das empresas supostamente envolvidas em irregularidades na prestação de serviços públicos no estado de Mato Grosso do Sul, que chega a volume possível de encher quatro camionetes.
A operação Lama Asfáltica foca no esquema montado por João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco. A secretária de João Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos Amaral, e tinha salário de R$ 3.120,00 mensal, e que a partir de setembro de 2007 passou a ser sócia da Proteco, com aquisição de 1º da cota parte do capital da empresa, o equivalente a R$ 6 mil.
Elza assumiu o papel de gerente do esquema arquitetado por Amorim, que tirou a filha Ana Paula Amorim Dolzan do quadro societário da Proteco, onde atuava como tesoureira e agente financeira. A Policia Federal acredita que Ana Paula passou a dar mobilidade e sustentação em outras empresas do grupo.
Daí surge a ASK Consultoria Financeira S/A, empresa do grupo onde Elza passou também a ter 1º da cota parte do capital. Elza torna pessoa estratégica nas ações do grupo, que tinha como meta lavar dinheiro no exterior no processo de “dólar cabo” ou “euro cabo”. Sistema Dólar-Cabo (Euro-Cabo) é uma expressão brasileira de um sistema antigo e mundial, alternativo e paralelo ao sistema bancário ou financeiro “tradicional”, de remessa de valores, através de um sistema de compensações, o qual tem por base a confiança.
A empresa ASK foi extinta, mas as autoridades da operação Lama Asfáltica sugerem que seja solicitada a quebra do sigilo fiscal e da movimentação financeira da empresa.
Elza passa a ser a procuradora da empresa Arklykeius com sede na Holanda, mas a ex-funcionária da Proteco nunca saiu do país, e aí aumenta as suspeitas da participação dela em todo um esquema de evasão de divisas.
Novo milionário – Outra situação que chama a atenção é o caso de André Luiz dos Santos, que na época da investigação tinha 27 anos e com uma pequena empresa passou a vencer licitações, derrubando do páreo empresas de grande porte. Segundo as investigações, em 2002 ele tinha uma pequena empresa e em 2007 abriu uma nova, a A.L.dos Santos & Cia Ltda, vencendo várias licitações na Prefeitura da Capital.
Em 2012, os contratos da empresa de André Luiz com a Prefeitura de Campo Grande chegaram a R$ 40 milhões. Do nada já comprou fazenda no município de Rio Negro e mais 3 apartamentos.
Na fase atual da Lama Asfáltica, cinco policiais federais e cinco técnicos da CGU estão debruçados na análise do material apreendido durante a operação. A previsão de Barbiere é de que o serviço só seja concluído em seis meses. “São quatro caminhonetes de material apreendido”, afirmou.
