Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

Lama Asfáltica: Estão dizendo que o esquema de corrupção instalado no Estado é a Lava Jato 2

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Lama Asfáltica: Estão dizendo que o esquema de corrupção instalado no Estado é a Lava Jato 2

Local – Ninguém duvida que o Brasil esteja passando por uma grande transformação no que tange a apuração de crimes com o dinheiro público. A mudança no país no que se relaciona a corrupção e desvio de dinheiro público passou a ser mais eficaz quando o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa mandou para a cadeia vários políticos de renome nacional como José Dirceu e outros, na operação que ficou conhecida como Mensalão.

No ano passado um juiz federal do Estado do Paraná, Sérgio Moros, deu inicio numa grande investigação para apurar irregularidades na Petrobrás, e que envolve políticos dos maiores partidos políticos do Brasil e as maiores empresas e construtoras desse país. Muitos já estão na cadeia, pessoa multimilionárias, e que ganhavam muito dinheiro em negócios fraudulentos com o poder público.

NO MATO GROSSO DO SUL

A Polícia Federal de MS, em conjunto com a Receita Federal, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal, deflagraram no dia 9 de julho, uma grande operação denominada de Lama Asfáltica, para apurar o envolvimento de empresas construtoras de obras públicas envolvidas com políticos e gestores públicos, que culmina com lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito de muitas pessoas e financiamentos de campanhas eleitorais em todo o estado.

João Amorim: empreiteiro e dono da construtora Proteco, irmão da deputada estadual Antonieta Trad (PMDB), que foi esposa do ex-prefeito Nelsinho Trad, e segundo as investigações, ligado diretamente no desvio de recursos públicos de obras na capital do estado e na Agesul vinculada ao governo de MS. A Polícia Federal apurou que a atuação do empreiteiro foi bastante acentuada na gestão de Nelsinho Trad, na prefeitura capital e também no governo de André Puccinelli.

As investigações apontam que João Amorim enviava dinheiro para o exterior mais precisamente para a Holanda, e que para fazer essas operações criou outras empresas, adquiriu sócios, uma ex-secretária do seu escritório Elza Cristina Araújo Santos.

Edson Girotto: Ex-deputado federal e ex-secretário de Obras da Prefeitura de Campo Grande por 8 anos na administração de André Puccinelli e 2 anos na administração de Nelsinho Trad, e por 8 anos na secretaria de Infra-Estrutura do governo de André Puccinelli. Girotto administrou mais de 5 mil contratos, e que envolve milhões de reais, muito dinheiro, e é suspeito de ser um dos mentores de todo o esquema, com ligações com empreiteiras e prefeitos do interior, os chamados “prefeitos do esquema”. A Polícia Federal foi até a casa do ex-deputado e recolheu computadores e documentos. Na operação de (9/7), a PF apreendeu mais de 700 mil reais em dinheiro e cheques, mas não divulgou onde foram apreendidos esses valores.

João Roberto Baird: O empresário João Roberto Baird, dono da Intel Informática, e que mantém contratos com o governo estadual desde a administração de José Orcírio dos Santos, também estaria envolvido com conta na Holanda, operando na remessa de dinheiro no esquema offshore. A empresa Intel fez doações legais e registradas na Justiça Eleitoral para várias campanhas políticas no estado, como também fez João Amorim.

A Polícia Federal investiga que para manter os negócios, tanto João Amorim, João Roberto Baird faziam doações eleitorais.

Nelsinho Trad: Até o momento o nome do ex-prefeito aparece como beneficiário de doação de João Amorim no valor de R$ 386 mil, na campanha de 2012. A Proteco de João Amorim atuou em várias obras na gestão de Trad na Prefeitura de Campo Grande.

André Puccinelli: O ex-governador e ex-prefeito de Campo Grande, líder politico do PMDB, André Puccinelli, tinha como homem forte João Amorim, inclusive, segundo os vizinhos do empreiteiro, o ex-governador o visitava com frequência. As empresas de Amorim e João Baird doaram mais de R$ 16 milhões nas últimas três eleições (2010, 2012 e 2014) a candidatos ligados a Puccinelli. A Itel de João Baird fez doação de R$ 1,7 milhão para a candidatura de Puccinelli.

Antonieta Trad: Deputada estadual eleita em 2014, e segundo as investigações foram R$ 1,4 milhões doados das empresas de Amorim para a sua campanha. A deputada foi mulher de Nelsinho Trad, que administrou Campo Grande por 8 anos.

Carlos Marun: Na campanha de 2002, Marun foi candidato a governador pelo PTB, e sua candidatura nada mais foi que dar suporte a eleição de Puccinelli ao governo. Foi secretário de Habitação, deputado estadual e em 2014 foi eleito deputado federal pelas mãos do então governador André Puccinelli. Marun recebeu R$ 300 mil da empresa Proteco, doados para sua campanha eleitoral.

Lídio Nogueira Lopes: Lídio é pastor, e foi eleito suplente em 2010 para o cargo de deputado estadual, e recebeu R$ 50 mil reais doados pela empresa Proteco de João Amorim. Também ligado ao grupo de Puccinelli o pastor foi eleito em 2014 para deputado estadual.

SUSPEITAS

Nesse emaranhado de negócios, e com contrato recheados junto ao poder público, as empresas recebia muito dinheiro e partes eram doados para campanhas eleitorais. Suspeita-se que não só as empresas citadas, mas devem surgir outras empreiteiras que atua ou atuaram em Campo Grande, mas também em outras cidades do estado, principalmente em municípios que são administrados por prefeito ligados à André Puccinelli, Edson Girotto e até mesmo outros políticos.

Esquema 1) O ex-governador Puccinelli, líder politico, tinha a necessidade em ter a seu lado políticos no poder, e isso inclui deputados, prefeito e vereadores e até senadores da República. Para sustentar esse esquema no poder era necessário o tal dinheiro.

Esquema 2) O dinheiro era retirado do poder público, principalmente de contratos de obras públicas do próprio orçamento estadual ou municipal, e também de emendas parlamentares e de bancada do orçamento da União.

Esquema 3) Para sustentar o esquema, licitações são fraudadas e direcionadas as empresas carimbadas, que são aquelas já previamente escolhidas para ganhar o certame licitatório.

Esquema 4) Há indícios que políticos com mandato usam nomes de terceiros ou “laranjas”, para ficarem a frente de empresas. A maioria dos contratos são superfaturados, são apensadas planilhas de despesas que nem sempre condizem com os valores gastos, e os preços são acrescidos, e daí sai o dinheiro da propina.

Esquema 5) Observa-se que parte do dinheiro era enviado para o diretório do PMDB. Pois do diretório, o chefe político ordenava quais os candidatos a qualquer cargo deveria receber as doações.

Esquema 6) Além das doações registradas junto ao TRE existe os repasses de caixa 2. Os de caixa 2, sempre são maiores os valores, e não são legalizados na justiça eleitoral.

Esquema 7) Elegendo os candidatos ligados ao esquema de fraudes, conclui-se que sempre haveria dinheiro para as campanhas eleitorais; o pessoal do esquema a cada dia ficavam mais ricos. Enfim, os políticos que não fazem parte desse esquema, tinha a tendência em perder as eleições, e o poder fica sempre nas mãos das mesmas pessoas.

Esquema 8) A Policia Federal já detectou que parte do dinheiro estava sendo enviado de forma ilegal para contas offshore em outros países como: Holanda, Suíça e Inglaterra.

Esquema 9) Como parte do esquema, supõe-se que indicações para o Tribunal de Contas do Estado, faz parte também em ter conselheiros na corte de contas para dar suporte na fiscalização das contas de Prefeituras e dos órgãos do governo do Estado.

Esquema 9) Muitos políticos ligados ao esquema ficaram ricos e outros muito ricos nos últimos anos. E assim é a política de Mato Grosso do Sul.

As investigações continuam e outras noticias ainda serão produzidas em relação a essa operação que pode mudar os rumos da politica em MS.

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