Professor suicida pulando de viaduto em Campo Grande
O Professor aposentado que pulou do viaduto na Av. Afonso Pena com a Rua Ceará em Campo Grande, na quarta-feira (5), sofria de esquizofrenia.

O Professor aposentado que pulou do viaduto na Av. Afonso Pena com a Rua Ceará em Campo Grande, na quarta-feira (5), sofria de esquizofrenia.
José Aparecido de Amorim, 41 anos, morreu, por volta das 23h15, desta quarta-feira (5), ao pular do viaduto da Avenida Afonso Pena sobre a Ceará, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. José era professor aposentado e sofria de esquizofrenia.
A esposa dele, Elisângela Cordeiro de Lima, que é professora na Escola Estadual Marçal de Souza ficou no local após o corpo ser recolhido e estava bastante abalada. Ela que também é professora, disse que o homem passou o dia na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), pois não se sentia bem. Ainda segundo ela, o marido pediu para ser liberado, pois já se sentia melhor. Ele fazia tratamento contra a doença regularmente. Porém, ao pararem o carro para fazer uma caminhada na Avenida Afonso Pena, ele pulou a grade de proteção e se jogou, caindo no meio da pista da Avenida Ceará.
A mãe e dois irmãos da vítima moram em Campo Grande, e foram avisados do suicídio por militares da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar.
O celular do professor foi recolhido pela polícia, que vai investigar o caso.
Saiba o que é esquizofrenia:
A esquizofrenia é uma doença mental crônica que se manifesta na adolescência ou início da idade adulta. Sua freqüência na população em geral é da ordem de 1 para cada 100 pessoas, havendo cerca de 40 casos novos para cada 100.000 habitantes por ano. No Brasil estima-se que há cerca de 1,6 milhão de esquizofrênicos; a cada ano cerca de 50.000 pessoas manifestam a doença pela primeira vez. Ela atinge em igual proporção homens e mulheres, em geral inicia-se mais cedo no homem, por volta dos 20-25 anos de idade, e na mulher, por volta dos 25-30 anos.
Quais os sintomas?
A esquizofrenia apresenta várias manifestações, afetando diversas áreas do funcionamento psíquico. Os principais sintomas são:
1. delírios: são idéias falsas, das quais o paciente tem convicção absoluta. Por exemplo, ele se acha perseguido ou observado por câmeras escondidas, acredita que os vizinhos ou as pessoas que passam na rua querem lhe fazer mal.
2. alucinações: são percepções falsas dos órgãos dos sentidos. As alucinações mais comuns na esquizofrenia são as auditivas, em forma de vozes. O paciente ouve vozes que falam sobre ele, ou que acompanham suas atividades com comentários. Muitas vezes essas vozes dão ordens de como agir em determinada circunstancia. Outras formas de alucinação, como visuais, táteis ou olfativas podem ocorrer também na esquizofrenia.
3. alterações do pensamento: as idéias podem se tornar confusas, desorganizadas ou desconexas, tornando o discurso do paciente difícil de compreender. Muitas vezes o paciente tem a convicção de que seus pensamentos podem ser lidos por outras pessoas, ou que pensamentos são roubados de sua mente ou inseridos nela.
4. alterações da afetividade: muitos pacientes tem uma perda da capacidade de reagir emocionalmente às circunstancias, ficando indiferente e sem expressão afetiva. Outras vezes o paciente apresenta reações afetivas que são incongruentes, inadequadas em relação ao contexto em que se encontra. Torna-se pueril e se comporta de modo excêntrico ou indiferente ao ambiente que o cerca.
5. diminuição da motivação: o paciente perde a vontade, fica desanimado e apático, não sendo mais capaz de enfrentar as tarefas do dia a dia. Quase não conversa, fica isolado e retraído socialmente.
