Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

BR 359: Policia Federal aprofunda as investigações

Documentos coletados pela Policia Federal comprova sociedade do ex-deputado Edson Giroto com Gilberto Recalde em uma empresa.

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BR 359: Policia Federal aprofunda as investigações
Documentos coletados pela Policia Federal comprova sociedade do ex-deputado Edson Giroto com Gilberto Recalde em uma empresa. Será que eles eram sócios na CGR (?)

Da Redação – A BR 359 que liga o município de Coxim a divisa de MS e GO, no município de Costa Rica, passa a ser alvo de investigações bem avançadas de uma força tarefa da Policia Federal. A CGR empreiteira que tinha uma grande carteira de obras no estado, passou por uma derrocada depois que seu sócio, Gilberto Recalde foi preso e denunciado por corrupção ativa na operação Uragano, na região de Dourados.

A CGR que atuou nas obras da rodovia BR 359 e também na MS 306, deixou muitas dívidas em Costa Rica, para prestadores de serviços e também no comércio.

O que a Policia Federal quer saber, e já tem muitos documentos que pode levar a essa comprovação, é se o ex-deputado Edson Giroto foi sócio da CGR.

Para ter uma idéia, segundo estimativa, durante os 16 anos de governo Puccinelli, entre Prefeitura e Governo Estadual, a CGR Engenharia contratou mais de 2 bilhões de reais em obras.

Gitoro e Giberto Ricalde figuram como sócios na empresa COBRAVI Construtora Ltda.

Segundo as investigações da operação Lama Asfáltica, a suposta quadrilha que operava nas obras em MS, movimentou R$ 4,7 bi em cinco anos.

O inquérito da Policia Federal n.96-2010 volume V, páginas 46 a 48, consta a seguinte transcrição de conversa entre Passaia, Moreno e Zé Humberto (pessoas do meio político de Dourados MS). Leia:

 Passaia: Hum! É verdade que a CGR é do André ?

Alziro: André?

Passaia: Do governador?

Zé Humberto: É dele e do Giroto.

Passaia: Giroto? E aquele Gilberto, o que é? Testa de ferro?

Alziro: Não, é sócio.

Zé Humberto: É sócio. É sócio majoritário. Gilberto ta podre de rico. Começou com essa loja aí, a trinta anos atrás... e agora (...)

Zé Humberto: Aqui tudo é do Giroto... da Vale Velho, antiga Vale Velho.

Passaia: Caramba!

A transcrição dessa conversa, entre 3 pessoas da região de Dourados, e que foram ou ainda são do meio político, demonstra que em MS, políticos utilizam do poder público para fazer negócios, enriquecer e gastar dinheiro público em eleições, pois a maioria das obras são superfaturadas.  

O PR – Partido da República, comandou por muito tempo o Ministério dos Transportes, e também o DNIT, que é o departamento que constrói e faz a manutenção de rodovias. A revista IstoÉ, denunciou a empresa Sanches Tripoloni por ser a maior doadora das campanhas eleitorais do PR. O ex-ministro Paulo Sérgio Passos, liberou R$ 78 milhões para obras irregulares, e desse valor, cinco milhões foram parar nas mãos de candidatos do Partido da República – PR.

Em MS a Sanches Tripoloni tocou obras que lhe renderam R$ 136 milhões. BR 359 (trecho), a reforma da BR 060, MS 422 e MS 223.

Giroto declarou a justiça eleitoral, quando se elegeu deputado federal em 2010, o valor de R$ 1.637.000,00, doados por empreiteiras.

Documento comprova sociedade de Giroto com Gilberto Ricalde da CGR. 

(parte do texto extraido do site I9)

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