Assalto a mão armada: Costa Rica não é mais a mesma
“Chegaram, chamaram na porta, e quando abri, deparei com 4 marginais que me empurram e jogaram no sofá, e daí foi um terror ...

“Chegaram, chamaram na porta, e quando abri, deparei com 4 marginais que me empurram e jogaram no sofá, e daí foi um terror ...”
Local – Noite de sábado, por volta das 21h30, o casal Márcio Carrijo e Rute Gonçalves, ele empresário, ela professora, estavam em casa, com a filha, o genro e mais duas crianças. Na garagem da residência dois veículos, e um outro carro da família pelo lado de fora. Os assaltante chamaram na porta, quando Márcio foi atender já deparou com os marginais, que o empurraram e adentraram a residência, jogando o empresário num sofá, e anunciaram o assalto.
Os seis membros da família que estavam reunidos na residência foram todos amarrados, com meias da própria família. “Eles pegaram todas as nossas meias, até as meias longas da Rute”, disse. Colocaram 4 pessoas num quatro e as outras duas pessoas em quarto. Segundo o empresário, eles ficaram uns 30 minutos dentro da casa, e pegaram uns R$ 3.000,00 entre dinheiro dele, da filha e do genro. Segundo Márcio, quando pegaram esse valor, ele percebeu que os marginais já ficaram contentes, e falaram: “Esse dinheiro já dá bem pra gente”.
Na fuga, os bandidos levaram os 3 veículos, sendo que as chaves estavam todas em cima da mesa da sala, e eles pegaram as chaves, e saíram em disparada.
Levaram os celulares e a arrancaram a fiação do telefone fixo. Mas, como as vítimas estavam amarradas com meias, foi fácil para se soltarem, e usaram o telefone fixo, uma extensão da cozinha que os bandidos não perceberam existir.
A Policia de Costa Rica, logo que acionada fez os contados e saiu a procura, tendo como informação que os marginais se dirigiram no sentido do município de Figueirão.
Por volta de 1h30 da madrugada, a Policia Civil e Militar da cidade de Camapuã estavam a beira do trevo Paraíso/Figueirão, escondidos, quando perceberam a chegada do comboio com os três veículos, e daí deu seqüência uma perseguição policial, onde estavam 8 policiais bem armados. Logo a pick-up estrada foi abandonada e o bandido fugiu. Em seguida o Voyage também parou, e os policias continuaram até no centro da cidade de Camapuã, quando conseguiram parar e prender o condutor da camionete Hilux, depois de troca de tiros.
Três dos marginais fizeram fuga e estão sendo procurados, e um foi preso Jerson Diego Resende de Souza. Ele é natural do município de Cassilândia, e com passagem pela policia. Os outros fugitivos também são da região.
A policia apreendeu parte do dinheiro roubado, munição e os aparelhos de celulares e os três veículos.
Segundo Márcio Carrijo, os marginais não foram violentos, pois não machucaram nenhuma das vítimas.
Ocorre que nesses casos o que fica é uma sensação de insegurança, medo, e o trauma que pode durar por muito tempo.
As policias Civil e Militar de Costa Rica participaram da perseguição em conjunto, e foi importante na operação de comunicação, passando informações para a policia de outros municípios.
Em Camapuã, a prisão e perseguição foram ações em conjunto das Policiais Civil e Militar, que mobilizou 8 policiais.
TENTATIVA
Apuramos que dia desses, quando duas mulheres que residem próximo a madeireira Bocalan, chegaram de ônibus por volta de meia noite, e se dirigiam a suas casas, passando pela Rua Roberto Lopes Gonçalves, foram abordadas por duas pessoas numa moto, e que lhes apontaram uma arma de fogo, mas devido a movimentação de pessoas na vizinhança, os marginais resolveram fugir.
Costa Rica não é mais a mesma, cresce o número de crimes como assalto e roubos, e o sistema de segurança não acompanha o crescimento da cidade. O problema não é só em Costa Rica, mas no estado de Mato Grosso do Sul como um todo, falta uma política de segurança mais efetiva, onde o governo tem por obrigação resolver situações como a da seguranças das cadeias, sendo que o estado sequer consegue disponibilizar os agentes penitenciários em todas as cadeias.
A Segurança Pública tem que ser repensada, o modelo existente está exaurido, não só em MS, mas em todo o país.



