Eike Batista: O homem de R$ 53 bilhões está preso por pagar propina e se beneficiar da corrupção
As investigações por enquanto mostra o envolvimento do empresário com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, qu

As investigações por enquanto mostra o envolvimento do empresário com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que também está preso.
O empresário Eike Batista deixou o presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio, por volta das 13h30 de segunda-feira (30). Com a cabeça raspada e uniforme de detento, ele foi colocado dentro de uma viatura, carregando um travesseiro na mão, rumo ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.
O empresário, que era considerado foragido e estava em Nova York, foi preso ao desembarcar no Galeão, pela manhã do dia 30.
Segundo as primeiras informações, após a triagem no Ary Franco, foi decidido que o empresário ficará na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9. O motivo seria a falta de segurança na penitenciária, segundo o Jornal Hoje da Rede Globo.
Por não ter nível superior, Eike não pode ir para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral e outros presos durante as operações Calicute e Eficiência, desdobramentos da Lava Jato.
Segundo agentes do Serviço de Operação Especiais da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que fizeram o transporte de Eike para Bangu, o Bandeira Stampa é uma cadeia em que não há domínio de facção criminosa. As celas são para até seis presos, que costumam trabalhar dentro das próprias unidades prisionais – por isso, ganharam o apelido de "faxina".
Sobre Eike Batista
Eike Batista recuperou uma Lamborghini, avaliada em R$ 2 milhões, e o Porsche Cayenne que foram levados de sua casa pela Polícia Federal em fevereiro deste ano. Em março, a Justiça já tinha devolvido a picape Range Rover e um piano, que também tinham sido apreendidos. De acordo com o jornal "Extra" desta terça-feira (19), o próprio empresário fez questão de ir para sua mansão, no Jardim Botânico, dirigindo o seu Porsche e escoltando a Lamborghini, que chegou em um reboque. Ao chegar ao local, Eike pediu que o reboque deixasse o carro na posta, sem subir a ladeira que dá acesso a sua casa.
O Porsche Cayenne devolvido, avaliado em R$ 300 mil, foi o mesmo usado pelo juiz Flávio Roberto de Souza, que foi flagrado dirigindo o veículo. Por causa da polêmica, a corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, afastou o juiz do julgamento dos processos contra o empresário. Paralelo a isso, o magistrado pediu licença médica para se afastar do cargo por 15 dias. Em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", Flávio Roberto de Souza disse ser "normal" usar o carro de Eike. Procurado pela revista "Veja", ele disse que os carros de luxo do empresário não ficaram no pátio da Justiça Federal porque simplesmente não havia vaga. O magistrado teria pego, então, os veículos mais caros e os estacionado nas vagas cobertas do prédio onde mora, mas com o consentimento do Detran.
Eike Batista é acusado na Justiça de ter usado indevidamente informações privilegiadas para negociar ações e, assim, manipular o mercado de capitais. Com isso, o juiz Flávio Roberto de Souza, até então à frente do caso, determinou o bloqueio de R$ 3 bilhões em bens do empresário para supostamente reparar os danos sofridos por investidores e usar no pagamento de multas. A decisão incluiu a família do empresário porque há a suspeita de que ele teria transferido bens para eles ao saber que o Ministério Público entraria com uma denúncia pedindo bloqueio de suas posses.
Flávia Sampaio teve cartão de crédito recusado
Em fevereiro deste ano, Flávia Sampaio, mulher de Eike Batista e mãe do filho caçula do empresário, Balder, sentiu os efeitos da crise que o marido vem enfrentando. De acordo com o colunista Lauro Jardim, da revista "Veja", a advogada teve seu cartão de crédito recusado em um supermercado localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. Imediatamente, ela ligou para o marido, que já foi o sétimo homem mais rico do mundo e viu sua colocação despencar em 2013, mas nada se resolveu.
