Agiota que sofreu atentado de pistolagem está em estado grave na Santa Casa
O agiota fez delação no caso Coffee Break e que levou o ex-prefeito Gilmar Olarte para a prisão.

O agiota fez delação no caso Coffee Break e que levou o ex-prefeito Gilmar Olarte para a prisão.
O agiota Salem Pereira Vieira, de 36 anos, que foi vítima de uma emboscada na sexta-feira (2) e levou seis tiros, está em coma induzido na Santa Casa de Campo Grande e seu estado de saúde é considerado grave. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, o paciente está entubado.
Vieira foi baleado na manhã de sexta-feira, próximo a uma creche localizada na Rua Jaime Ferreira Barbosa, no Bairro Guanandi, em Campo Grande. Na ocasião a vítima estava levando o filho de 3 anos até o local quando foi atingido pelos tiros. Ele está no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Santa Casa.
Testemunhas informaram à Polícia Militar (PM) que dois homens, em um Voyage preto, chegaram e efetuaram os disparos. Vieira estava no carro, um Renault preto, com a esposa e o filho. Apenas ele foi atingido pelos tiros.
Conforme o Corpo de Bombeiros, os disparos atingiram o tórax, a clavícula, as axilas e o braço direito da vítima. Uma equipe do Serviço de Atendimento de Urgência (Samu) também foi ao local e encaminhou Vieira até a Santa Casa.
Os suspeitos do crime fugiram logo em seguida. O caso é investigado pela polícia.
AGIOTA
Salem que auxiliou nas investigações que levaram o ex-prefeito Gilmar Olarte a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é conhecido por ser uma das peças chaves na denúncia da operação que recebeu o nome de Coffee Break, um esquema de “compra e venda” de votos feito em 2014 para cassação do mandato do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) e posse do vice Gilmar Olarte.
Em 2014, o agiota tentou invadir a igreja do ex-prefeito e pastor evangélico Gilmar Olarte, no Bairro Coophamat. Na ocasião, Salem desacatou dois guardas municipais na tentativa de “pegar o prefeito” durante um culto, mas foi contido.
Em 2015, Vieira respondeu pelo crime de usura, que está ligado à cobrança excessiva de juros, situação típica da prática de agiotagem. (Colaborou Maressa Mendonça)
