Barretos: O rei do camarote e as belas mulheres na arena do peão
A cidade de Barretos no interior de São Paulo, nessa época, torna-se o reduto de mulheres bonitas.

A cidade de Barretos no interior de São Paulo, nessa época, torna-se o reduto de mulheres bonitas. O parque do peão não recebe só os peões de rodeio que vão para ganhar bons prêmios, mas em especial recebe também lindas mulheres que gostam da música sertaneja, e que gostam de mostrar seus belos dotes, Além das mulheres, também faz sucesso o rei do camarote, que chega gastar mais de 7 mil reais nos dias de festa.
Barretos - O empresário artístico Guilherme Luiz Teodoro, de 33 anos, não quer saber de economizar quando decide badalar em uma festa. Conforto, espaços privês, gente bonita e boa bebida o seduzem facilmente.
O curioso é que Teodoro não se preocupa com o bolso, desde que o serviço oferecido esteja à altura do que ele espera. Na Festa de Barretos, por exemplo, o empresário diz ter desembolsado R$ 7 mil para dez dias de boa vida no rodeio em um camarote com muitas regalias. Só para uma das noites no fim de semana passado, ele pagou R$ 900.
A cifra pode surpreender muita gente, mas para Teodoro, um verdadeiro rei do camarote, o importante é aproveitar toda a exclusividade. “Tem de tudo: comida, open bar, visão privilegiada. Tem tudo e mais conforto. Se você colocar na ponta da caneta sai barato”, diz.
Os R$ 7 mil gastos por Teodoro na festa incluem acomodação no camping dos casados, comida, bebida e cinco noites em um dos camarotesmais badalados da arena.
Conhecido no meio sertanejo, ele também ganhou algumas entradas para uma outra balada disputada, em que a noite mais cara chegou a custar R$ 1,5 mil. “O Brasil está em ‘crise’, mas para festa não tem crise. O povo deixa de pagar conta, mas não deixa de ir à festa. Isso é normal.”
Para o empresário, o camarote permite aproveitar o melhor que a festa tem a oferecer de um lugar privilegiado. A exclusividade e o conforto, entretanto, não são encarados por ele como regalia. “Comer bem, beber bem não é mordomia. É aproveitar. Dinheiro é bom, ajuda, mas tem que viver também. Barretos é um sonho”, destaca.
Tempos difíceis
O luxo que acompanha Teodoro nos últimos anos não era realidade quando a Festa de Barretos começou a fazer parte da vida do empresário, em 1996. Quem o vê sempre nos principais camarotes sertanejos pode achar difícil acreditar que o rapaz, de Santo Antônio do Jardim (SP), onde mora e tem uma fazenda, já pegou carona com desconhecidos e até dormiu dentro do carronos dias da festa.
“Quando eu comecei a vir, eu vinha na ‘muvuca’. A primeira vez, eu entrei na festa, curti só o que era mais barato, e peguei uma carona para voltar para minha cidade, num ônibus de excursão. Fizemos um porco no rolete uma vez no meio da rua, em frente a uma casa. É muita coisa que passamos até chegar ao camarote. Mas depois que você vai para o camarote, você não quer voltar”, conta.
(matéria publica no G1)
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