Em Costa Rica cerca de 80 pessoas fazem protesto; Em CG policiais cruzam os braços e protestam também contra as reformas
Em Costa Rica os sindicatos se movimentaram e reuniram pessoas para protestarem e marcar o dia Nacional de Greve.

Em Costa Rica os sindicatos se movimentaram e reuniram pessoas para protestarem e marcar o dia Nacional de Greve. Em torno de 70 a 80 pessoas, entre professores, servidores públicos e trabalhadores rurais fizeram uma caminhada pela avenida José Ferreira da Costa. Na caminhada distribuiram um jornalzinho da FETEMS, falaram com as pessoas e fizeram uso de som pelo transcurso.
Por todo o Mato Grosso do Sul houveram manifestações. Em Campo Grande os bancos não abriram nesta sexta-feira (28). Escolas públicas de todo o estado ficaram fechadas. Várias rodovias federais foram bloqueadas durante o período da manhã, mas liberadas até o começo da tarde.
Quem depende do transporte coletivo na capital sul-mato-grossense também enfrentou dificuldade. Os ônibus só começaram a sair das garagens a partir das 8h30 (de MS). No terminal rodoviário de Campo Grande, manifestantes impediram a entrada e saída de coletivos de viagem de 4h30 até o início da manhã. Além disso, outros serviços foram afetados. Policiais civis, federais e trabalhadores na construção também participaram das manifestações contra as reformas trabalhista e previdenciária.
Em Campo Grande, 100% dos bancários cruzaram os braços, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Edvaldo Barros. A capital sul-mato-grossese possui cerca de 2.300 bancários e 120 agências.
Barros informou que ainda não foi feito o levantamento da adesão dos bancários no interior de Mato Grosso do Sul. No estado, existem seis sindicatos de bancários.
Os bancos só abrirão novamente na terça-feira (2), por conta do feriado do dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. Nos outros dias, as agências abrem normalmente.
Escolas fechadas
Nas escolas das redes estadual e municipais, a paralisação nesta sexta-feira (28) foi de 90% dos professores e servidores administrativos, segundo a Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems).
De acordo com o secretário de Finanças da entidade, Jaime Teixeira, 56 ônibus com trabalhadores da educação do interior vieram a Campo Grande para participar das manifestações em Campo Grande.
Em Mato Grosso do Sul, ainda conforme ele, existem 42 mil trabalhadores nas escolas públicas e aproximadamente 1.150 escolas, considerando as redes estadual e municipal. Ele afirma que houve adesão também de algumas escolas particulares.
Trabalhadores da construção civil também fazem atos isolados nos canteiros de obras, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Campo Grande. No início da manhã, houve manifestação na construção de um prédio residencial localizado no bairro Chácara Cachoeira, com participação de cerca de 200 pessoas, conforme a organização. Não havia polícia no local.
Aproximadamente mil trabalhadores de indústrias metalúrgicas da capital sul-mato-grossense também cruzaram os braços, de acordo com sindicato que representa a categoria.
Polícias
Os policiais civis de Mato Grosso do Sul também adereriram à paralisação. Em Campo Grande, cerca de 150 policiais se reuniram em frente à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), do Centro. Segurando cruzes, faixas e cartazes, os agentes interdiram um lado da rua Padre João Crippa.
Segundo o Sindicato da Categoria (Sinpol), a paralização ocorreu em todas as cidades do estado. Os serviços foram parcialmente suspensos. Apenas os boletins de ocorrência de flagrantes em casos mais graves estão sendo registrados. Policiais federais também se juntam à manifestação da Polícia Civil.
Correios
Desde quinta-feira (27), os funcionários dos Correios estão em greve em Mato Grosso do Sul, conforme a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
De acordo com o site oficial do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS), no primeiro dia, 28 municípios do estado aderiram à greve e em 20 municípios as agências ficaram totalmente fechadas.
Além das agências de atendimento, os centros de distribuição também foram afetados. O G1 tenta entrar em contato com a presidente do sindicato, Elaine Regina Oliveira, para obter mais informações sobre esse segundo dia de paralisação.
Construção
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