Costa Rica não tem frigorifico, e outros municípios já estão à frente nesse setor
Local – A região Centro-Oeste é um polo de crescimento econômico no setor agropecuário no Brasil.

Local – A região Centro-Oeste é um polo de crescimento econômico no setor agropecuário no Brasil. Nos últimos 10 anos isso tem ficado muito claro, devido ao crescimento de área plantada e diversificada na agricultura, e o grande número de rebanho de bovinos. Com o avanço da agricultura surgiram as usinas de álcool que impulsionaram a atividade econômica. No setor da pecuária, vários frigoríficos e em diversas cidades da região foram de suma importância para a economia de algumas cidades, gerando empregos e renda.
Os municípios de Corumbá e Ribas do Rio Pardo, respectivamente fecharam o ano de 2012 entre os três municípios com maior rebanho de bovinos do Brasil. Os dados fazem parte de uma pesquisa Produção da Pecuária Nacional (PPM), divulgado pelo IBGE. Corumbá registrou um rebanho de 1,755 milhões de cabeças enquanto Ribas do Rio Pardo com 1,104 milhões de animais.
Municípios como São Gabriel d’Oeste, Anastácio, Naviraí, Nova Andradina, Dourados, Sidrolândia, Caarapó e Cassilândia, além de Campo Grande que é a capital, tem frigoríficos de bovinos, suínos ou de aves, e com isso mantém o nível de empregos e investimentos.
Com investimentos de R$ 121 milhões no setor de presuntaria, a unidade da Aurora em São Gabriel do Oeste, distante 140 km de Campo Grande, acaba de inaugurar a ampliação da fábrica que é a terceira maior do país.
De acordo com o presidente nacional da Aurora, Mario Lanznaster, que está no município, o abate diário é de 2,5 mil porcos. "Com a ampliação, vamos passar a abater 3 mil porcos por dia e a produzir 4,268 mil toneladas mensais de produtos industrializados", explica.
Atualmente, a unidade gera 1.629 empregos e com a ampliação, mais 215 funcionários serão contratados. A unidade do município fatura R$ 45 milhões por mês.
A previsão é que em 2015, a fábrica gere R$ 54 milhões de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) para o Estado. De acordo com o secretário da Semade (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), Jaime Verruck, para a ampliação, houve 65% de isenção fiscal.
Conforme o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o foco do governo é trocar imposto por emprego, por isso está concedendo incentivos fiscais para que as indústrias gerem emprego e fortaleçam o Estado. "Temos granja que produz suínos, temos o frigorífico que abate e industrializa e vendemos o hambúrguer, as linguiças e os defumados", afirma.
Conforme o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o foco do governo é trocar imposto por emprego, por isso está concedendo incentivos fiscais para que as indústrias gerem emprego e fortaleçam o Estado. "Temos granja que produz suínos, temos o frigorífico que abate e industrializa e vendemos o hambúrguer, as linguiças e os defumados", afirma.
Unidade – Aurora de São Gabriel do Oeste é a terceira maior do país, e perde apenas para duas unidades de Chapecó, em Santa Catarina, que são as sedes.
COSTA RICA
Os municípios de Costa Rica, Chapadão do Sul, Alcinópolis, Figueirão e Paraíso das Águas juntos deve ter mais de 2,5 milhões de cabeças de animais bovinos, e isso demonstra a força dessa região na produção agropecuária. Costa Rica perdeu parte do seu rebanho nos últimos 6 anos, devido a introdução da cana de açúcar, mas mesmo assim ainda tem um rebanho considerável.
Nada mais óbvio para o desenvolvimento da região de que a instalação de indústria frigorifica em qualquer uma das cidades, e nesse caso Costa Rica, por ser a mais pujante e com localização mais privilegiada nesse contexto. Uma indústria frigorifica iria gerar empregos, estimular à pecuária, e não criaria nenhum problema para a cana de açúcar, pois seria setores distintos e que junto fortaleceria bastante a economia da região.
Os políticos precisam entender que há necessidade de gerar empregos, as cidades crescem, e a cada dia são mais pessoas precisando ser inseridas no mercado de trabalho.
Costa Rica já dá sinais de perda de vagas de emprego, e também é visível que o número de famílias tem aumentado, e nada mais óbvio que os governantes trabalhem para geração de novas vagas de empregos.
Os pequenos produtores desses municípios são desassistidos de qualquer incentivo, e sequer há politicas destinadas para a criação de aves ou suínos, visando o abate, onde poderia gerar renda e novas vagas de emprego.
Notícias relacionadas
ECONOMIA
Criação de empregos formais soma 306 mil em fevereiro, com aumento de 21,2%
ECONOMIA
Riedel decide não reajustar o ICMS em MS e alíquota permanece em 17%
ECONOMIA
Usinas de etanol de milho "vão engolir" as indústrias que produzem etanol de cana-de-açúcar
ECONOMIA
