Desemprego já é um problema social em Costa Rica
Local – O fantasma do desemprego assola a cidade de Costa Rica, que nos últimos 6 anos cresceu numa proporção acima das dem

Local – O fantasma do desemprego assola a cidade de Costa Rica, que nos últimos 6 anos cresceu numa proporção acima das demais cidades da região. Com a implantação das Usinas de álcool em 2009/2010, não só a Brenco hoje Odebrecht, mas também a IACO instalada na fazenda Ribeirão, e que emprega mais de 300 trabalhadores da cidade. Houve uma migração de pessoas de outras cidades e regiões para a cidade de Costa Rica.
Com isso, cresceu o número de estabelecimentos comerciais, gerou emprego, e a cidade viveu um período bem atípico, e que chamamos de “boom”, isso entre 2010/2011, havia uma demanda grande de mão-de-obra, mas que era bem absorvida pelas ofertas de empregos.
O “boom” passou, a crise chegou, e nos dias atuais a situação é critica, e muitas famílias já convive com o desemprego, e, além disso, a administração municipal não conseguiu trazer moradias populares, não se sabe se foi por omissão ou por falta de capacidade política – mas a cidade não tem moradia para famílias de baixa renda. As casas construídas por imobiliárias não atende as famílias de baixa renda e que não tem condições em pagar parcelas de 400 a 600 por vinte ou trinta anos.
Acácio Silva santos, 39 anos, casado, tratorista e operador de máquinas agrícolas e pai de uma filha que estuda numa escola municipal, está desempregado, depois de trabalhar por 3 anos numa usina de álcool. Ele, Acácio viajou em seu Uno 87, até a cidade de Sonora, passando por Alcinópolis e Coxim, a procura de emprego. Conseguiu vaga numa fazenda á 160 km de Coxim, e resolveu ficar em costa rica mesmo, pois pensou na filha, que lá na fazenda não teria como estudar. A esposa trabalha como doméstica e ganha 400 por mês, trabalhando meio período.
Acácio vive dias amargo, depois de 6 anos morando em Costa Rica, depois que deixou o nordeste brasileiro para melhorar de vida com a família. “Aqui é bom, consegui comprar um carrinho (refere-se ao Uno 87), gosto do lugar, mas a coisa ta difícil, pois pago aluguel”.
Como Acácio são dezenas de pessoas, que vieram para Costa Rica, viveram um período muito próspero, e agora com a crise, com a falta de emprego, a situação tende a piorar.
O poder público precisa se mexer
Situação assim, exige criatividade do poder público, e que deveria ter um mapeamento da situação, e criar políticas de emergência para atenuar a situação critica de muitas famílias.
Os costarriquenses esperam que ao entrar 2016 a Odebrecht não faça demissões, ou até mesmo reduza o orçamento, pois a Usina emprega 1.557 pessoas, e mesmo com a crise, que faça uma política de redução de salários, mas que não faça demissões em massa.
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