Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

Governo Dilma: Uns querem ela fora; outros defendem a sua permanência

A crise econômica, política e institucional avança, o governo Dilma convive com a instabilidade, não só na economia,

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Governo Dilma: Uns querem ela fora; outros defendem a sua permanência
O governo entre o apoio e a contestação

A crise econômica, política e institucional avança, e o governo Dilma convive com a instabilidade, não só na economia, mas também no campo político. O povo brasileiro, na sua maioria, manifesta descontentamento com o governo, enquanto os movimentos sociais defendem o governo, mas cobra mudanças na política econômica.

Desde o dia 13 de março, quando movimentos como a UNE (União Nacional dos Estudantes), o MST (Movimento dos Sem Terra) e entidades sindicais foram às ruas em defesa da Petrobras e de Dilma, não houve um protesto reunindo tantos grupos de esquerda.

Enquanto isso, grupos que pedem a saída da petista fizeram manifestações algumas vezes e durante este período, a crise política atingiu seu auge, bem como a desaprovação ao governo – segundo pesquisa do instituto Datafolha divulgada no início do mês, 71% da população vê a gestão como ruim ou péssima.

Em São Paulo, o protesto está marcado para o Largo da Batata, na zona oeste, a partir das 17h, enquanto no Rio os manifestantes se reunirão mais cedo, às 11h, na Cinelândia, centro da cidade.

Segundo parte dos representantes de grupos sociais e de partidos de esquerda ouvidos pela BBC Brasil, a demora em organizar manifestações públicas se deve à política econômica do governo, mais especificamente ao ajuste fiscal, que desagradou os setores da sociedade representados por esses grupos.

Também por esse motivo, o ato desta quinta é menos pró-Dilma que o de março: a maioria das entidades participantes diz que é contra o impeachment, mas não irá às ruas apenas para expor isso, nem poupará críticas ao governo.

O PSOL vai mais longe: acusa o PT de "sequestrar" um ato que não foi organizado por ele, mas por movimentos sociais – inserções do partido da presidente na TV convocam para o protesto desde a terça (18).

Divergências

No Facebook, os convites para os protestos desta quinta expõem a dificuldade em unir em torno de um objetivo comum todos os movimentos que irão às ruas – como UNE, CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e partidos como PT, PC do B e PSOL.

Na convocação feita por MTST, UNE e CUT, por exemplo, não há uma menção direta à defesa ao mandato de Dilma. São elencadas três principais palavras de ordem: contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha; contra o ajuste fiscal; e, por fim, "contra a ofensiva conservadora", defendendo o “aprofundamento da democracia”.

Outro convite, criado pelo PT, é mais sucinto: "Movimentos sociais contra o golpe e pela democracia". Em sua página na rede, o PC do B, partido de esquerda mais próximo ao governo petista, convoca seus seguidores "contra o golpe". Já o PCO, pequena sigla de extrema esquerda, diz que irá às ruas contra a "direita golpista".

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