Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

Editorial: Dilma caí ou não caí? Eis a questão!!!

O país está vivendo dias conturbados, onde o governo da Presidente Dilma não consegue “andar pra frente”.

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Editorial: Dilma caí ou não caí? Eis a questão!!!

O país está vivendo dias conturbados, onde o governo da Presidente Dilma não consegue “andar pra frente”. A economia parece paralisada, segundo os indicadores econômicos. Há uma crise fiscal muito forte, e isso compromete muito o governo. A crise econômica não é tão forte assim, mas a crise fiscal tira o sono da equipe econômica, tira o sono do PT, e está criando “olheira” na senhora Dilma Rousseff. É bom que saibamos que crise fiscal é uma, e crise econômica é outra. Uma é consequência da outra.

O governo não consegue fechar as contas. Gasta muito, e faz tempo que vêm gastando muito. É bom que se diga também, que no final do governo FHC, em 2000, o Brasil estava à beira de um colapso social. Todos sabem que o governo FHC teve momentos muito bons, criou uma moeda forte, nos deu esperança de um país melhor – isso é fato. Mas, cometeu o seus erros também, não de forma deliberada,, pois quem governa uma série de situações, acaba gerando consequências indesejáveis, quando faz algo de bom, poderá também gerar algo de ruim no futuro.

Os programas sociais do atual governo são medidas sustentáveis, pois a Bolsa Família, antigo Bolsa Escola de FHC, consome R$ 25 bi/ano, e paga de R$ 35 a 77 por filho, chegando ao máximo a R$ 175 por família. São exigências que a família vacine e mantenha o filho na escola. É uma politica pública inteligente e que dá frutos. Isso o governo gasta com as famílias consideradas de baixa renda. Veja o que o governo gasta com os ricos: São gastos pelo governo 12 vezes mais que a Bolsa Família para pagar os juros da dívida pública, e isso beneficia diretamente os banqueiros e grandes empresas. Vejam os números: Em 1994 a dívida pública era de 30% do PIB; Em 2000/2001, final do governo FHC passou para 80% do PIB – e, atualmente está a 60% do PIB, e pode chegar a 70%.

O programa Bolsa Família custa R$ 121,00 por habitante/ano. Os juros custam R$ 1.370,00 por habitante/ano.

Ninguém pode colocar uma cortina de fumaça diante da corrupção na Petrobras, e também em toda esfera de governo. Que diga nos estados e municípios. O Brasil convive com uma grave crise de políticos corruptos, que roubam o dinheiro público. Isso vai de servidores públicos, vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores, secretários, ministros e até a cumplicidade de Presidente da República. Não se tem prova que Dilma está envolvida na corrupção, mas de certa forma a “farra” ocorreu no seu governo. Mas nos governos anteriores também.

No governo Sarney, o Brasil viveu uma crise acima das crises. Faltava produtos nos supermercados. O produtor segurava o gado nos pastos e não tinha carne nos açougues. Hoje não, o Brasil tem recorde de safra, uma atrás da outra. A arroba da vaca nunca foi tão valorizada como agora. Os produtos do campo estão bem valorizados. É certo que a inflação pode está chegando, mas ora ou outra é visto que certos produtos até abaixam de preços. Isso é a força do sistema capitalista. Não sou um fã desse modelo, mas ele até que se sustenta, sem dizer que quem banca “esse modelo” é o trabalhador – e, vai sempre enriquecer o banqueiro e o empresário.

A situação é grave! O governo não tem apoio popular, o apoio político começa a desmoronar, os tribunais querem saber se Lula sabia ou não sabia dos desvios de recursos, enfim, a coisa tende a piorar. Dilma corre risco sim, e muito risco em sofrer um processo de impeachment.

Com certeza o impeachment não é o melhor remédio para o Brasil sair desse inicio de crise. O melhor remédio é um governo de coalização, de união nacional pela governabilidade, para que a economia se assente em um patamar aceitável – ou melhor, que o país possa “velejar” em águas calmas.

A oposição sabe que o PT está muito desgastado, e jamais vai ter vida fácil nas urnas em 2016 e até em 2018. É o fim dessa geração de políticos, e só ressurgirá, caso quem o suceder em 2018 fracassar no governo.

Um processo de impeachment agora vai destroçar o país. Ninguém pode imaginar suas consequências. Entre Dilma, Temer, Renan e Eduardo Cunha, acredito que Dilma é a menos envolvida “nos triângulos corruptivos do nosso país”.

José Edson - jornalista DRT 038/MS

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