Depois de denúncia Prefeitura “tenta” corrigir erros na construção da Caixa d’Água
Além do uso de material inadequado, a contratação do reservatório pode estar superfaturada.

O SAAE contratou uma Caixa d'Água em 2011 com capacidade de 600 mil litros e pagou R$ 181 mil; em 2012 contratou outro reservatório e com capacidade de 300 mil litros, e pagou R$ 186.951,00.
Local – Depois que foi denunciado que a construção do reservatório com capacidade para 543m3 de água, localizado nos altos da avenida José Ferreira da Costa, estaria sendo feito com materiais de qualidade inferior ao recomendado, membros do SAAE e da Prefeitura Municipal reuniram com técnicos para uma avaliação da obra. O empresário Claudomiro Rosa que trabalha com construção de caixas d’água, esteve presente na reunião e manteve sua denúncia. A obra foi retomada, mas o assunto foi abordado na sessão de ontem (26), na Câmara Municipal. O vereador Roni Cota (PSDB), fez um pequeno relato de irregularidades que já foram confirmadas no SAAE, e outras que segundo ele, estão se confirmando. Por isso o vereador quer propor uma investigação bem severa naquele órgão.
A empresa vencedora para construir o reservatório é a ESG Engenharia, e segundo consta, a obra da construção do reservatório foi sub-empreitada para outra empresa. Isso deixa uma dúvida: Será a ESG Engenharia têm todas as qualificações técnicas para construir o reservatório?
Observa-se que a ESG Engenharia está sempre em obras na Prefeitura, foi assim no Terminal Rodoviário, com um valor muito questionável – R$ 530.000,00, o valor da reforma. Outro ponto que deve ser abordado é a fiscalização da obra, que nesse caso foi totalmente ineficiente, falhas primárias, pois se estavam usando materiais (chapas) com espessuras inferiores, e sequer foi questionado, pois a obra já se dava quase por finalizada.
Outro ponto que deve ser abordado e questionado é o valor da obra. Se em 2011 (e não 2012), o SAAE construiu um reservatório com capacidade para 600 mil litros no Vale do Amanhecer, e custaram R$ 181 mil reais (e não R$ 144 mil). Do valor de R$ 181 mil, pouco mais de quinze mil reais foram gastos com a base de apoio. Na verdade, R$ 515 mil é um valor considerável e que realamente precisa ser explicado.
Os problemas com a construção desse reservatório persistem, não foram solucionados e tampouco esclarecidos, paira dúvidas, e, segundo o vereador Roni Cota que não descarta a possibilidade de pedir ao Tribunal de Contas uma inspeção especial e extraordinária no contrato.
O prefeito Waldeli justifica que a empresa que ganhou a licitação foi a que apresentou o menor preço, sendo que havia duas empresas participantes do estado de São Paulo, e que foram vencidas na concorrência.
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