Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

Projeto de poder do PMDB inclui cassação de Dilma

Senadora Simone do PMDB de MS é favorável a abertura do processo de impeachment de Dilma.

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Projeto de poder do PMDB inclui cassação de Dilma
O Vice presidente da República Michel Temer, quando recebia homenagem na FIESP|Créditos: Divulgação
Senadora Simone do PMDB de MS é favorável a abertura do processo de impeachment de Dilma. Para afastar Dilma, serão necessários 342 votos na Câmara dos Deputados.

Da Redação – O PMDB está no poder desde quando Tancredo morreu e Saney assumiu a Presidência da República. De lá para cá, passaram Fernando Collor de Melo, lá estava o PMDB na sua base de apoio. Cassado Collor, assumiu Itamar Franco, e lá estava novamente o PMDB na base política do governo. Com Fernando Henrique foi igual, com Lula e agora com Dilma. O PMDB é o tipo de partido que não larga “filé”, e segundo as investigações da operação Lava Jato, é um dos partidos que mais está envolvido no esquema sórdido de corrupção. Que diga o operador do esquema de propina Fernando Baiano.

A senadora Simone Tebet (PMDB) disse em entrevista ao Midiamax que é favorável à abertura de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Indagada se concordou com a decisão de Eduardo Cunha (PMDB), de aceitar o pedido, a senadora disse que sim.

 “Sou favorável à abertura. O Brasil não pode mais ficar com esta espada de Dâmocles sobre sua cabeça, que está causando insegurança. Empresários não investem  e o desemprego aumenta. Não conseguimos sair da recessão que já virou depressão econômica”, declarou.

Indagada se é a favor da cassação, a senadora disse que por enquanto não se pronunciará para evitar questionamentos sobre voto antecipado. Simone terá um dos 80 votos que decidirão o futuro de Dilma Rousseff.

A proposta de impeachment começa a tramitar na Câmara Federal e só tem continuidade se 342, dos 513 deputados, votarem a favor. Com o sim da Câmara, Dilma será afastada por 180 dias. Após isso, caberá ao Senado dizer se a presidente deve ou não ser cassada.

Para escapar da cassação a presidente precisará de 27 votos contra, dos 81 senadores. A princípio ela não contará com um voto certo contra a cassação, do líder dela no Senado, Delcídio do Amaral (PT), que está preso desde a semana passada.

Se Dilma for cassada, tudo indica que o vice Michel Temer deve assumir o governo, e isso é tudo o que o PMDB quer. Temer só não assume, caso o processo de cassação tiver como base a cooptação de recursos “ilegais” na campanha eleitoral, aí a chapa teria o registro cassado, e nesse caso haverá novas eleições. Esse é o propósito do PSDB.

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