Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

Política tornou negócio lucrativo no Brasil e em MS

Em 2009 a Policia Federal já investigava uma relação entre André Puccinelli e a empreiteira Camargo Corrêa.

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Política tornou negócio lucrativo no Brasil e em MS
André, Bumlai e Delcídio. O trio de ferro.|Créditos: Divulgação
Em 2009 a Policia Federal já investigava uma relação entre André Puccinelli e a empreiteira Camargo Corrêa. Foram descobertos documentos escritos em francês, que liga o ex-governador a empreiteira.

Local – A pergunta deveria ser, se você acredita da classe do Brasil. Mas como moramos em Mato Grosso do Sul, e parece que as investigações da Lava Jato estão começando a se voltar para o estado, nada mais coerente que fazermos uma avaliação da classe política de Mato Grosso do Sul.

Em Mato Grosso do Sul são duas investigações que estão em andamento, uma da Policia Federal, denominada Lama Asfáltica, e outra do MPE e comandada pelo promotor Marcos Alex, chamada de Coffee Break.

Nas investigações já dão como certo o envolvimento do ex-deputado e ex-secretário Edson Girotto, do ex-governador André Puccunelli, do empreiteiro João Amorim, respingos no empresário João Baird e no ex-prefeito Nelsinho Trad. Escutas telefônicas levaram o senador Delcidio do Amaral para a cadeia.

Vários deputados foram citados por receberem dinheiro advindo de suposto desvio de recursos. O que ficou mais conhecido foi o valor de R$ 1.400,000,00 repassados para Antonieta Amorim, que se elegeu deputada estadual. Vários outros deputados foram citados.

Todos se lembram da gravação que foi submetido o ex-deputado Ary Rigo, quando revelou que a Assembléia Legislativa devolvia parte do duodécimo ao governo do Estado (André Puccinelli), e que desse dinheiro parte era repassado para os desembargadores do Tribunal de Justiça e parte para o Ministério Público Estadual.

A Policia Federal investiga, desde 2009, um suposto esquema que liga o ex-governador André Puccinelli e a empreiteira Carmargo Corrêa. A PF apreendeu documentos que estão escritos em francês, que liga o ex-governador a empreiteira.

A política de MS desde a época de Pedro Pedrossian e Wilson Martins está nas mãos das mesmas pessoas. Mudava o governador, mas nas entre linhas, os que verdadeiramente mandam (os que financiam e dão ordem) são os mesmos.

Para se ter uma idéia do tamanho do esquema, a Assembléia Legislativa de MS foi comandada por poucos políticos. Londres Machado, Ary Rigo, Cícero de Souza e Jerson Domingos, todos ex-deputados, mas mandaram por 37 anos no Poder Legislativo de MS. Os melhores cargos no Tribunal de Contas e no Tribunal de Justiça, são ocupados por pessoas ligadas a políticos, com sobrenomes bem conhecidos, e salários bem polpudos.

Veja bem como eles se relacionam. O senador Delcidio mora em um residencial da família Name. Jerson Domingos é um dos líderes da família Name, que é irmão da esposa do futuro senador Pedro Chaves. O filho de Jamil Name manteve negócios com o irmão do ex-presidente Lula, Genival Inácio da Silva. Pedro Chaves, suplente de senador, e que deve assumir a vaga de Delcídio, é sogro de Mauricio Bumlai, filho do pecuarista preso e amigo do ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai.

(Fonte I9)

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