Vereadores trocam farpas durante sessão
Roni: “ (...) deve estar com aminésia e falam possíveis mentiras” (...

Roni: “ (...) deve estar com aminésia e falam possíveis mentiras” (...)
Averaldo: “Sou homem, posso até ser covarde, mas sou homem” (...)
Juvenaldo: “Pessoa aqui precisa de evolução espiritual” (...)
Local – Foi ataque contra defesa? Não! Foi ataque e contra-ataque – um mais exaltado e outros mais moderados. O pau comeu!!!
Já na sessão do dia 23, alguns vereadores tiveram quase em luta corporal. “ ... Quem é cachorro, repete novamente (sic)”. Como briga de boteco o nível foi bem baixo. Hoje, depois de um discurso acalorado do vereador Roni Cota (PSDB), que acredita que na sessão anterior não teve a oportunidade de esclarecer sua posição em relação à votação do projeto de Lei do Poder Executivo que majorou o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano, se sentindo prejudicado, fez um pronunciamento previamente escrito, em que “rasgou o verbo”, na exemplificação popular. Com palavras duras, o vereador do PSDB atraiu para si reações, até certa forma na calmaria, assim fez o vereador Ailton Amorim e Juvenaldo. Já o presidente da Câmara, vereador Averaldo Barbosa, mesmo com fala mansa, não reagiu bem os ataques do vereador tucano.
Traduzindo em miúdos, o vereador Roni defende um valor menor para o IPTU, e ele credita esse aumento a votação de um proejto de lei em dezembro de 2012, que segundo ele, foi feito na calada da noite, em horário que difere ao normal das reuniões da Câmara.
Os vereadores da situação, dizem que não, pois o projeto de lei foi votado na forma legal, pois havia uma convocação extraordinária, e que foi até reduzido o percentual de 0,33 para 0,31%, em relação a referência para cobrança do imposto.
Os ânimos andam bem a flor da pele lá pelos lados do Poder Legislativo, mas não dá para saber a opinião da maioria da população em relação às discussões inflamadas que têm tornado rotina na Câmara de Vereadores.
O Poder Legislativo de qualquer cidade tem uma norma de funcionamento que está balizada no Regimento Interno, e a discussão é praxe e deve haver dentro do debate, mas sempre sem exageros e ofensas – de nenhuma das partes. O vereador pode e deve defender suas convicções, mas sempre respeitando o ponto de vista do colega vereador. Quando qualquer vereador achar que as regras e as normas estão sendo trapaceadas, deve então recorrer à corregedoria da Casa, e quando essa não existir ir ao Ministério Público ou até ao Judiciário para restabelecer o equilíbrio e a lisura. Por outro lado, quando alguém exagera e comete crime de decoro pode ser julgado pela comissão competente.
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