Cunha: “O apoio do PMDB custou R$ 40 milhões ao PT”
A revista Época traz na sua nova edição revelações do ex-deputado Eduardo Cunha sobre os bastidores de Brasí

A revista Época traz na sua nova edição revelações do ex-deputado Eduardo Cunha sobre os bastidores de Brasília.
Da Redação – O ex-deputado Eduardo Cunha, que agora está preso em Curitiba, por decisão de Sérgio Moro, que coordena a Operação Lava-Jato. Cunha é uma bomba ambulante, relata um deputado nos bastidores do Congresso Nacional. Nas últimas semanas ele tem dito a amigos que a relação de empresas no Brasil passava pelos interesses do PT e PMDB. De acordo com relatos, o PMDB cobrou R$ 40 milhões do PT para apoiar a chapa Dilma-Temer em 2014. Essa prática tem tornado comum na parte do país, quando partidos políticos cobram a “fatura” por apoios a outras legendas. Isso não é legal, é um meio de corrupção, mas para algumas pessoas essa prática se constitui numa forma de negociação no presidencialismo de coalizão.
Na negociação de R$ 40 milhões, o ex-ministro Aluizio Mercadante pelo PT e Valdir Raupp pelo PMDB, selaram o acordo. Tem um episódio, que Cunha relata, na eleição de Henrique Eduardo Alves, candidato ao governo do Rio Grande do Norte pelo PMDB, partido de Cunha, quando empresários foram interpelados, inclusive Léo Pinheiro da OAS, para doação de 4 milhões de reais ao candidato. O dinheiro demorou para chegar, mas Cunha cuidou do caso pessoalmente. Cunha funciona tipo um tesoureiro informal do PMDB. Ele sabia de todas as negociações, de quem doava e de quem recebia as doações. Há no partido, segundo fontes ligadas a Cunha, uma divisão, o PMDB da Câmara e o PMDB do Senado.
O que Temer está temendo é o fato de Eduardo Cunha fazer delação premiada e contar tudo o que sabe. E, isso deve mesmo acontecer, pois a família do ex-deputado, agora preso, corre risco também de ir para a cadeia, e ele Cunha sabe disso. Cunha também sabe que vai ficar muito tempo na prisão, e somente através da delação é que esse tempo pode ser encurtado.
Ministros do TSE aguardam a fala de Cunha para desvendar e esclarecer pontos da investigação quanto a campanha de Dilma e Temer em 2014. E caso desfecho seja bombástico, o governo Temer pode estar chegando ao fim, pois uma cassação se torna evidente.
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