Geddel não é mais o titular da secretaria de governo
Governo Temer já está na “corda bamba”. O Brasil deve começar a ecoar “Fora Temer”.

Governo Temer já está na “corda bamba”. O Brasil deve começar a ecoar “Fora Temer”.
Brasília se preparava para uma hecatombe com o início da delação premiada de executivos da Odebrecht, que deveria atingir boa parte da classe política. Mas, a bomba “Calero-Geddel” explodiu antes, e vem derrubar mais um ministro do Governo Temer. Geddel Vieira Lima, da secretaria do Governo, apresentou sua carta de demissão nesta sexta. É o sexto ministro a pedir para deixar o cargo desde que Temer assumiu a presidência interinamente em maio.
A carta é apresentada apenas uma semana depois do diplomata Marcelo Calero pedir demissão do cargo de ministro da Cultura, acusando Geddel de pressão indevida para liberar uma obra em Salvador, contrariando uma decisão do o Instituto do do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão que está submetido à pasta da Cultura. “Avolumaram-se as críticas sobre mim. Em Salvador, vejo o sofrimento dos meus familiares. Quem me conhece sabe ser esse o limite da dor que suporto. É hora de sair”, diz Geddel, em carta endereçada ao presidente Temer (leia a íntegra da carta em quadro ao lado).
Após o escândalo revelado por Calero na semana passada, a situação de Geddel foi se agravando dia a dia, gerando constrangimento para Temer. O presidente, porém, procurou relevar a saída de Calero, mesmo com o imbróglio midiático que se desencadeou na sequência. Manteve Geddel no cargo, apesar das críticas. A situação, no entanto, saiu do controle, e pode inclusive respingar no próprio presidente, com chances de ser citado em investigação pela Procuradoria Geral da República, segundo o jornal Folha de São Paulo.
Calero já havia revelado ter sido pressionado por Geddel a contrariar a decisão do Iphan de proibir a construção de um prédio de 31 andares em Salvador numa região tombada, que poderia fazer sombra a um patrimônio que data dos séculos 16 e 17. Geddel tinha interesse no imóvel pois seria proprietário de um dos apartamentos mais altos. Mas o Iphan concordou com a construção de um edifício de apenas 13 andares.
O ministro demissionário da Cultura não se contentou apenas em sair do Governo e responsabilizar Geddel pela sua queda. Na noite desta quinta tornou-se público o depoimento do ex-titular da Cultura à Polícia Federal relatando a pressão de seu ex-colega, num episódio que respinga na postura do presidente da República. Temer teria dito a Calero que a decisão do Iphan estava gerando “dificuldades operacionais” em seu gabinete, uma vez que Geddel estava “bastante irritado”, e que se sentira “enquadrado” pelo mandatário.
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