Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

Os obstáculos que Waldeli terá que enfrentar para chegar ao governo de MS

O Estado de Mato Grosso do Sul têm 1.875.869 eleitores.

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Os obstáculos que Waldeli terá que enfrentar para chegar ao governo de MS
Waldeli concedendo entrevista.|Créditos: Divulgação.
O Estado de Mato Grosso do Sul têm 1.875.869 eleitores. Desse total, apenas 15,869% estão na região Norte e Bolsão, que representa 297.682 votos.

Da Redação – A classe política de MS convive com o drama das denúncias e acusações de envolvimento em corrupção, que já “destroçou” as maiores lideranças do estado. Primeiro, foi Delcidio do Amaral, que foi cassado e pode a qualquer momento ser condenado ao ostracismo político. Depois veio Edson Giroto, Vander Loubet e André Puccinelli. O ex-governador é acusado e com provas, de ter montado um “esquema criminoso” no recebimento de propinas e superfaturamento de obras e serviços. Está na mira da operação Lava Jato. Todos apostavam que o ex-governador Zeca do PT estaria imune aos feitos da corrupção – mas não. Ele foi acusado por um dos donos da JBS, de ter iniciado o esquema de cobrança de propina dos frigoríficos em MS. Na mesma linha de corrupção, está o atual governador, Reinaldo Azambuja, que mediante as acusações de Joesley Batista, deu curso a cobrança criminosa de propinas dos proprietários de frigoríficos em MS.

Dessa forma, tudo indica que a classe política de MS será brevemente renovada, e nesse embalo surge o nome do prefeito de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa. O nome do prefeito é especulado como possível candidato ao governo em 2018 – Ele nega essa pretensão, e diz que seu foco é terminar o (4º) mandato de prefeito.

A renovação deve mesmo acontecer, e as eleições que se aproxima (2018), já ganha nomes novos como o do atual senador Pedro Chaves, que assumiu no lugar de Delcidio. Chaves é empresário do setor educacional, e seu nome é especulado para disputar o governo. Ele é filiado no PSC. Outro nome também que surge como opção, é do ex-prefeito da capital Nelsinho Trad. Mas, o fato do seu irmão, Marcos Trad, ser o atual prefeito de Campo Grande, afasta qualquer possibilidade dele vir a concorrer o governo. O PDT, partido que deverá ter Ciro Gomes como candidato à Presidência do Brasil, também deve postular o governo, talvez com o deputado federal Dagoberto Nogueira ou de Ricardo Ayache, que foi candidato ao senado em 2014, na chapa de Delcidio, e é considerado a grande revelação empreendedora do Estado, tendo como pano de fundo uma boa gestão à frente da CASSEMS – Plano de Saúde dos Servidores Públicos.

Caso o atual governador Reinaldo Azambuja seja afastado ou cassado, em seu lugar assumirá a vice-governadora Rose Modesto, e que poderá ser candidata a reeleição. O nome de Rose já surge como uma opção dos tucanos para concorrer ao governo, caso haja o impedimento do atual governador.

O prefeito de Costa Rica, Waldeli Rosa, também terá que convencer o apoio dos senadores Moka e Simone Tebet – ambos devem despertar o interesse em concorrer também o governo. A senadora Simone pode ser impulsionada a disputa, e caso, se confirmem essa pretensão, enfraquece politicamente o nome do prefeito de Costa Rica.

O PMDB está enfraquecido, e não tem nomes para concorrer a não ser Moka e Simone – e, esses podem tornar aliados de Waldeli, isso vai depender do desenrolar nas articulações do grupo. Pois Waldeli, Simone e Moka são do mesmo grupo político, mas nesses momentos a vaidade e até mesmo a oportunidade fala mais alto.

Outro fato que preocupa as pretensões daqueles que articulam a candidatura de Santos Rosa ao governo, é o fato da densidade eleitoral baixa na região Norte e Bolsão (15,869%). Campo Grande conta com (31,728%) do número de eleitores, e o restante estão na região da grande Dourados, Cone Sul e a região Pantaneira. Waldeli pode ser considerado “corpo estranho” nessas regiões.

O prefeito de Costa Rica, caso leve avante a pretensão em concorrer o governo do Estado, terá que se valer da sua administração em Costa Rica que é bem avaliada, e o bom marketing que vem fazendo. O prefeito ganhou fama de bom administrador e gestor. É certo que administra u município pequeno, mas devido a boa organização financeira pode levar o seu nome a postular um cargo maior – e isso não é impossível, é difícil, pois terá que enfrentar as “rapousas” e as “velhacarias” da política estadual.

Para dar a largada, Waldeli precisa unir politicamente Costa Rica, sua cidade; e,conseguir apoio das lideranças da região Norte e Bolsão, e aí inclue o município de Três Lagoas e a senadora Simone Tebet.

Na capital, o prefeito de Costa Rica terá que avançar muito, conquistar apoios, não só da classe política, mas da sociedade organizada, principalmente dos servidores públicos.

Obstáculos são obstáculos, e podem ser superados ou não. E, um dos obstáculos que ceifa qualquer candidatura é o fato de haver denúncias comprovadas de corrupção ou qualquer desvio de comportamento a ética e a seriedade na vida pública. Não havendo isso, qualquer nome poderá caminhar com segurança rumo ao objetivo.

Agora, Waldeli verá se valeu a pena ajudar uma dezenas de políticos a se elegerem em vários município e até a nível estadual. Será que terá os apoios que espera? Vamos aguardar!

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