Costa Rica, 31 de Agosto de 2026

Simone “arrebenta” com o MDB em MS

A senadora Simone Tebet, deixa a candidatura ao governo para viabilizar a reeleição de seu marido ao lado do PSDB.

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Simone “arrebenta” com o MDB em MS
A senadora Simone Tebet, deixa a candidatura ao governo para viabilizar, possivelmente, a reeleição de seu marido ao lado do PSDB. Covardia ou leviandade?

Da Redação – O Brasil já teve os tempos áureos dos partidos políticos. Período em que, os partidos eram integrados por pessoas comprometidas com a ideologia e compromisso com a militância ou simpatizantes. O PTB de Getúlio Vargas, o PSD, a UDN, a Arena dos militares, o PDT de Leonel Brizola, o PT de Lula e o próprio MDB de Ulisses Guimarães e que depois tornou-se PMDB e voltou a ser MDB.

Em Mato Grosso do Sul, desde a criação do Estado em 1977, o PDS e o MDB dominaram o cenário político por um bom período. Pedro Pedrossian e Wilson Martins foram protagonistas, cada qual na sua linha política ideológica. Pedrossian, o engenheiro que abraçou o PSD e depois PDS dos militares. Wilson Martins da UDN, para a criação do MDB, no posto de oposição e logo virou governo.

Nos dias mais contemporâneos, estão em cena vários partidos políticos, e, em Mato Grosso do Sul, onde há uma crise existencial de lideranças, o atual governo na pessoa de seu mandatário, Reinaldo Azambuja, que já foi denunciado e é investigado no STJ; André Puccinelli, ex-governador e que está preso. Zeca do PT, acusado e sentenciado pelo TJ de MS, sem dizer o ex-senador Delcidio do Amaral que foi cassado, e agora inocentado procura espaço político. E os partidos? Pois bem, o MDB, de Puccinelli que está preso, teria buscado uma saída digna para tocar a campanha eleitoral deste ano. A filha do saudoso Ramez Tebet, a senadora Simone, que aliás, só chegou a câmara alta porque André Puccinelli abriu mão em concorrer ao senado em 2014, e foi apoiar a ex-prefeita de Três Lagoas, filha do seu amigo Ramez Tebet. Agora, ele, o Puccinelli, sem condições de concorrer ao governo – buscou na sua aliada ou afilhada política, a senadora Simone que ainda tem 4 anos de mandato – ou seja, poderia concorrer ao governo de forma tranquila, e manter a história do MDB nas primeiras paginas do “livro partidário de MS”. Mas não, ela depois de algumas encenações, voltou ao seu estigma natural, de forma nada clássica, e buscando o comodismo do cargo que ocupa, continuar em Brasília, como se diz “na boa”, e mais do que isso – facilitar a reeleição do seu marido, o deputado estadual Eduardo Rocha, ao lado do governador do PSDB. Pior: ao lado dos tucanos, o segmento que Puccinelli quer ver pelas costas. Simone Tebet, pode com essa atitude estar encerrando uma carreira política de forma precose e insólita.

Para onde vai o MDB, o partido em MS que não formou lideranças de verdade, talvez acomodou pessoas mais com sentimento de oportunidades do que compromisso de luta por ideário político. Imagina o que Wilson Martins e Ramez Tebet, diante desses acontecimentos, lá no além, gostariam de se expressar a militância emedebista de MS. O que dizer a militância senadora...Humm!

 
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