24 de Fevereiro, 2019 07h02mMundo por gazetacrnews

A "morte" do Rio Nilo

Não fosse a matéria da BBC, A morte do rio Nilo, nem seria publicada no Mar Sem Fim, porque pesquisamos na net e não encontramos

Não fosse a matéria da BBC, A morte do rio Nilo, nem seria publicada no Mar Sem Fim, porque pesquisamos na net e não encontramos outra referência a não ser essa, da icônica fonte inglesa que não costuma errar.  Sem o Nilo, não haveria o Egito que conhecemos pelos livros de história. Muito menos a desertificação quase completa do norte da África, do sexto, ao quarto milênio a.C.  Quando as pessoas que fugiam dos desertos  juntaram-se àqueles que viviam ao longo do Nilo, formaram uma grande população, o que era um pré-requisito para o florescimento desta nova cultura dependente de massas de trabalhadores. 

O Nilo tem um comprimento de 6.650 km, o segundo rio mais longo do mundo (em 2016 ficou provado que o mais extenso é o Amazonas, com 6.992 km) mas, muitas fontes, inclusive a própria BBC, ainda consideram o Nilo como o maior rio do mundo em extensão. Sua área de captação é enorme, mais de 3 milhões de quilômetros quadrados, com uma precipitação média anual de aproximadamente 600 mm no momentoA perigosa vazão do Nilo

Mas, sua descarga média é de menos de 3.000 m³/s e está entre as menores entre os grandes rios do mundo. A do Amazonas, para fonte de comparação, é de 209.000 m³/s. A do semi- morto Tietêé de 2.500 m³/s, pouco menos que a do segundo maior rio do mundo! Por aí se vê a precária situação do Nilo.

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Depois de tudo que representou para uma das maiores civilizações da antiguidade o Nilo agora passa por sérios problemas. Tão sérios que o título da matéria que originou este post, da infalível BBC, é ‘A morte do rio Nilo‘. A BBC explica: “O rio Nilo  está doente -e ficando cada vez pior“. Por quê? Porque populações em expansão poluíram e drenaram o Nilo, enquanto a mudança climática ameaça cortar seu fluxo, aumentando a evaporação. Alguns pesquisadores temem que a concorrência em relação às suas águas possa desencadear um conflito regional.

Onde começam os problemas do rio Nilo

A podridão começa na nascente. As chuvas da Etiópia sempre  constituíram o seu grande volume – mais de 80% – de suas águas. A água cai de julho a setembro, não parando até que as estradas tenham sido transformadas em pântanos intransponíveis. Mas estas chuvas não estão caindo como antigamente…E isso é potencialmente catastrófico para toda a bacia do Nilo.

Reprodução de publicação Por João Lara Mesquita.

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