01 de Maio, 2026 16h05mNoticias por gazetacrnews

Trabalhador quer fim da escala 6 x 1

Em celebração ao Dia do Trabalhador, centrais sindicais promovem nesta sexta-feira (1º) uma série de atos na capital paulista e na Grande São Paulo .

Em celebração ao Dia do Trabalhador, centrais sindicais promovem nesta sexta-feira (1º) uma série de atos na capital paulista e na Grande São Paulo.

Os eventos reúnem pautas como a redução da jornada sem diminuição de salário, o combate à violência contra a mulher, a defesa da democracia e o fim da escala 6x1, além de reivindicações por melhores condições de trabalho.

Um dos principais atos acontece desde às 9h no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista – região histórica do sindicalismo brasileiro. Ao longo do dia, trabalhadores poderão acompanhar discursos e shows de artistas como Gloria Groove, Filho do Piseiro e MC IG.

"O 1º de maio no ABC tem um simbolismo primeiro porque é o berço do sindicalismo e da industrialização do nosso país, palco de grandes lutas que permitiram avanços para a sociedade brasileira. Então a gente pretende fazer uma reedição disso", disse o presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, em entrevista à TV Globo.

Um homem foi retirado do evento porque, segundo a GCM, tentou entrar na área vip, e depois agrediu um agente e tentou roubar a arma. Ele foi levado ao 1º Distrito Policial. Já um amigo disse que foi ele quem foi agredido pelo guarda.

No fim da tarde, a manifestação contou com a presença dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho (PT), e da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), além do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo paulista, e do presidente nacional do partido, Edinho Silva.

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Ao discursar, Haddad afirmou que conseguir a aprovação do fim da escala 6 x 1 pelo Congresso Nacional antes da eleição será a "batalha do ano" e conclamou a mobilização da classe trabalhadora.

"Como tem eleição nesse ano, nós precisamos aproveitar o ânimo dos trabalhadores pra falar para os deputados e senadores pra que eles votem a emenda constitucional que estabelece jornada de 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução do salário", afirmou o ex-ministro.

Em entrevista a jornalistas, o ministro Guilherme Boulos opinou que este será um dos principais temas da eleição. "Cada deputado e senador vai tomar seu lado. Aqueles que estão ao lado dos trabalhadores e de 80% da população brasileira que defende no mínimo dois dias de descanso vão se posicionar. Aqueles que estão contra vão se posicionar também e vão pagar o preço na urna em outubro", declarou.

A Câmara dos Deputados analisa, além da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), um projeto de lei enviado ao Congresso em regime de urgência pelo governo Lula. Para Boulos, isso deve acelerar as discussões sobre o tema. "O PL com regime de urgência tem que estar votado nas duas casas até o meio de julho, se não tranca a pauta", avalia.

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