
Com 4.972 casos prováveis e 2.074 confirmados, até segunda-feira (20/04), a chikungunya já havia causado oito mortes e levando mais de 40 pessoas ao hospital.
Dourados apresenta um dos quadros de maior gravidade deste surto no Brasil. Foi decretada calamidade pública diante de uma taxa de positividade de 61,4%.
Estes números são de um cenário crítico e exigem mobilização urgente, total e absoluta do governo federal, segundo o senador Nelsinho Trad (PSD).
Médico urologista, o senador sul-mato-grossense não hesitou em ligar para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçando a urgência extrema de socorro para as regiões mais afetadas no Estado, citando a Grande Dourados entre elas.
Entre os pedidos e sugestões ao ministro, Nelsinho solicitou o uso das novas tecnologias no combate ao mosquito, com apoio da Fiocruz, maior reforço à rede de saúde e atuação da Força Nacional do SUS, contra o transmissor da doença, que é o mosquito aedes aegypti.
Nelsinho pediu também a inclusão de Dourados na campanha inicial de vacinação e em testes de novos imunizantes. O município já começou a receber as primeiras doses.
Dourados enfrenta pressão máxima na saúde, com ocupação de leitos em cerca de 110% e risco de colapso. “É uma situação muito séria, exige resposta rápida. Precisamos de maior estrutura, recursos e tecnologia para conter a epidemia”, cobrou o senador.
Distribuição
Inicialmente foram destinadas a Mato Grosso do Sul 46,5 mil doses de vacina, cuja distribuição é feita de forma fracionada e conforme a capacidade da rede de frio. Desenvolvido pelo Instituto Butantan, o imunizante é destinado para o estado com apoio do Ministério da Saúde, diante do aumento de casos, sobretudo populações indígenas. Dourados e Itaporã receberam 43,5 mil e 3 mil doses, respectivamente.
Esta é a primeira vacina desenvolvida no mundo para a doença. A orientação do ministério é que se faça o microplanejamento, priorizando as áreas de maior risco epidemiológico e o uso estratégico das doses disponíveis.
Uma das metas é imunizar as pessoas em até duas semanas, prorrogáveis por mais duas. Outra meta é vacinar 27,69% da população indígena em Dourados e 21,2% em Itaporã.
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