Costa Rica: Criança nasceu com cordão umbilical enrolado no pescoço e está em estado vegetativo
Caio Henrique, nasceu no dia 8 de julho de 2015 com 41 semanas de gestação, quando o recomendável é trinta e oito semanas.

Caio Henrique, nasceu no dia 8 de julho de 2015 com 41 semanas de gestação, quando o recomendável é trinta e oito semanas. O parto ocorreu na Fundação Hospitalar, e a criança nunca chorou, alimenta por sonda, e vive em estado vegetativo. A mãe ouviu (...) “Não posso, não tem casa”.
Local – Uma mãe de 22 anos de idade, ainda jovem, mais com o semblante triste, separada, e convive na casa da mãe. Essa é Inglide Apoliana Ferreira Dutra, que viu sua vida se transformar depois daquela noite de 8 de julho deste ano.
Inglide estava grávida, e já é mãe de um filho, e esperava o segundo. Ela não sentia dores, mas já estava com 41 semanas de gravidez ou 287 dias, quando é de conhecimento de todos que 270 dias é o período que se convenciona como máximo para o parto de uma mulher.
Na verdade, os médicos não convencionam contar o tempo de gravidez em semanas apenas para confundir a cabeça das futuras mães. Existe uma lógica por trás desta decisão. As mudanças no organismo da mulher e do feto são muitas e ocorrem de forma relativamente rápida, principalmente na primeira metade da gravidez. Em um único mês, acontecem dezenas de alterações importantes. Por exemplo, o zigoto (óvulo fecundado) implanta-se na parece do útero na terceira semana, o coração forma-se na 4ª semana, e o embrião passa a ser visível à ultrassonografia na 5ª semana. Os olhos surgem da sexta semana.
Naquele dia, a mãe gestante chegou ao hospital entre 9 e 10 horas da manhã. Ela e sua família já se preocupavam, pois mesmo não tendo dores, o tempo de gravidez já havia ultrapassado os nove meses. A gestante havia começado a fazer o pré-natal no Posto de Saúde da Vila São Francisco. Por decisão do médico daquela unidade, o acompanhamento passou para o CEM – Centro de Especialidades Médicas, e com outro médico, um ginecologista.
No hospital, mesmo tendo dão entrada no período da manhã, a gestante foi submetido à cirurgia cesariana por volta das 20h50. A criança nasceu com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Isso é chamado de circular do cordão, e a medicina até acha que é uma situação normal, e não necessariamente a necessidade de se fazer uma cesariana.
Por outro lado, para evitar esse tipo de problema, o médico responsável pelo pré-natal deve recorrer a um exame chamado cardiotocografia, que vai acompanhando os batimentos cardíacos do bebê e as contrações da mãe ao longo do trabalho de parto.
PARTO ESTAVA SENDO INDUZIDO PARA SER NORMAL
Segundo Inglide, o seu parto estava sendo segurado, pois queriam que ela tivesse o bebê de parto normal. O primeiro filho foi de parto normal, mas não necessariamente, o segundo deveria também ser. Não ter havido uma decisão médica a tempo para que o parto fosse por cesariana, obedecendo ao tempo de gestão, pode ter causado todas as seqüelas na criança? A bolsa escrotal de Iglide não rompeu com naturalidade, foi por intervenção do médico. A criança já nasceu com hemorragia do lado esquerdo, e teve convulsão e crise epilética.
A criança foi removida para a Santa Casa de Campo Grande, quando ficou mais de 30 dias na UTI neonatal. Foram 4 meses na Santa Casa de Campo Grande. Nesse hospital a criança teve pneumonia bacteriana.
A médica pediatra da Santa Casa escreveu em seu diagnóstico que a criança nasceu de parto cesariana por sofrimento fetal.
A Prefeitura de Costa Rica instalou na casa da mãe de Inglide, onde está a criança, um berço com oxigênio um aparelho que mede a freqüência respiratória e ventilador pulmonar. O município está arcando com as despesas de medicamentos, sendo que a mãe teve que acionar judicialmente, ainda em Campo Grande, para obter outros medicamentos de alto custo.
O pequeno Caio Henrique não se move, não enxerga, se alimenta por sonda, até então não há boas expectativas se ele irá falar.
A mãe não pode mais trabalhar e não tem renda. É separada e não tem casa para morar. Quando foi a Prefeitura, o prefeito Waldeli disse que não em como conseguir uma casa para ela. Quem é o culpado por essa criança ter nascido nessas condições? O pré- natal foi realizado conforme dita o protocolo? Será que houve o acompanhamento correto da gestão da mãe?
A Prefeitura diz que está gastando em torno de R$ 11 mil reais por mês com o tratamento da criança.
Inglide não tem casa e não tem renda, e foi até a Prefeitura e pediu ao prefeito uma casa para ela e o filho morar. E a resposta foi: “Não posso, não tem casa”.
Nesse tipo de caso, quando a justiça é acionada, sempre tem dado uma resposta muito positiva e favor da mãe, impondo ao profissional e ao hospital arcar com o pagamento de indenização, desde que comprovado a omissão, erro médico e outros agravantes.
Fica aqui uma pergunta: Até que ponto o médico deve insistir em realizar o parto normal ou decidir pela cesariana?

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