Enfermeira morreu de febre amarela
Depois de 73 anos a febre amarela volta a matar na área urbana do Brasil.

Depois de 73 anos a febre amarela volta a matar na área urbana do Brasil. Uma enfermeira morreu em julho desse ano no Rio Grande do Norte, e segundo o Ministério da Saúde, a causa foi à febre amarela. A doença é transmitida por picada de mosquito infectado.

"Duas semanas antes ela estava aparentemente bem. Na semana seguinte apareceram manchas no corpo. Nós achávamos que era chikungunya ou algo relacionado a dengue. Depois apareceram as dores no estômago e a ânsia de vômito. Quando ela procurou o médico já foi internada na UTI". Foi assim que Milton Alexandre da Silva, irmão da enfermeira Rita de Cassia da Silva Santos, falecida em julho deste ano, descreveu a doença da irmã. De acordo com o resultado de exames apresentados nesta terça-feira (29) pela Secretaria de Saúde de Natal (SMS), a enfermeira faleceu vítima de febre amarela. Segundo o Ministério da Saúde, este é o primeiro caso de morte por febre amarela registrado em área urbana desde 1942.
Segundo Milton, mesmo após o aparecimento dos sintomas, a irmã decidiu procurar o médico apenas no dia em que estava de plantão, segundo ele, em uma quinta-feira. "Ela já havia até passado mal quando foi fazer compras, na terça-feira, mas disse que procuraria o médico quando fosse para o plantão", explicou. De acordo com Milton, a irmã faleceu poucos dias depois, na madrugada do domingo para a segunda-feira da semana seguinte.
Segundo Milton, mesmo após o aparecimento dos sintomas, a irmã decidiu procurar o médico apenas no dia em que estava de plantão, segundo ele, em uma quinta-feira. "Ela já havia até passado mal quando foi fazer compras, na terça-feira, mas disse que procuraria o médico quando fosse para o plantão", explicou. De acordo com Milton, a irmã faleceu poucos dias depois, na madrugada do domingo para a segunda-feira da semana seguinte.
"Ela foi para o hospital em que ela trabalhava de carona com um amigo meu. Pouco tempo depois me ligaram de lá avisando que Rita tinha passado mal", disse. Na mesma noite em que foi para o plantão, segundo o irmão, Rita teria sido transferida de imediato para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
"Procuramos os médicos, mas eles não sabiam avaliar o que estava se passando com Rita. Com o tempo ela só foi piorando, piorando, até que na madrugada do domingo para a segunda ela veio a óbito", relatou.
Ainda de acordo com Milton, o atestado de óbito da irmã não detalhou a causa da morte da auxiliar de enfremagem. "No atestado de óbito tem dizendo que está a causa da morte é indefinida e que será definida posteriormente através de exames complementares", explicou.
De acordo com o médico infectologista Kléber Luz, o fato de apenas um caso da doença ter sido diagnosticada em Natal causa estranheza. Segundo o médico, a febre amarela se apresenta de forma mais aguda quando se trata de ambiente urbano.
"Normalmente o ambiente para a ocorrência de febre amarela é um ambiente onde existe uma grande quantidade de mosquitos e normalmente existe um aglomerado de casos. Então a expectativa é que houvesse outros casos", explica Luz.
Segundo Milton, uma equipe da secretaria de saúde foi até a casa aonde ele e a irmã moravam para realizar uma entrevista, afim de identificar como a irmã contraiu o vírus. "Eles perguntaram se ela já havia viajado para o Norte do país ou se relacionado com alguma pessoa de lá", disse o irmão.
"Que eu tenha notícia, Rita só teve contato com uma amiga que é de Belém do Pará que visitou Natal. Mas a informação que nós da família temos é que ela não apresentou nenhum sintoma de dengue, chikungunya ou febre amarela", concluiu.
A febre amarela é uma doença febril aguda, de curta duração (no máximo 12 dias) e de gravidade variável. A forma grave caracteriza-se clinicamente por manifestações de insuficiência hepática e renal, que podem levar à morte. Deve-se levar em conta seu potencial de disseminação em áreas urbanas. A doença é transmitida somente pela picada de mosquitos transmissores infectados.
Não existe um tratamento específico no combate à febre amarela. O paciente deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e perdas sanguíneas quando necessário. Os casos grave devem ser atendidos em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), de modo que as complicações sejam controladas e o perigo da morte, eliminado.
Notícias relacionadas
SAÚDE
Prefeito de Paraiso das Águas autorizou limpeza geral nos lotes de terrenos da cidade para prevenção da dengue
SAÚDE
Cuidado! Gripe já faz 81 mortes em MS
SAÚDE
Fundação Hospitalar com muitos pacientes com síndrome respiratória “bronquiolite”
SAÚDE
