Alerta Vermelho: Hospital pode estar com surto de bactérias
Em 2003 teve o surto e morreram 130 pessoas no Hospital Regional em Campo Grande. O Hospital promete se posicionar nesta quarta.

Em 2003 teve o surto e morreram 130 pessoas no Hospital Regional em Campo Grande. O Hospital promete se posicionar nesta quarta. Já são 8 mortes seguidas por pneumonia
O SINTSS/MS (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul) acompanha com preocupação, a sequência de mortes causadas supostamente por pneumonia, no Hospital Regional. Segundo o presidente do sindicato Alexandre Costa, a situação é complicada, pois se a causa bacteriana for confirmada, o hospital será reincidente no problema, já que em 2003 foi investigado pelo surto de uma 'super' bactéria, responsável pela morte de 130 pessoas.
Conforme funcionários, todos os pacientes morreram em decorrência da doença, supostamente adquirida em leitos do HRMS. Eles temem pela própria saúde, já que a pneumonia é a sexta causa mais frequente de mortes em ambiente hospitalar e pode ser causada por microrganismos diferentes.
Nos adultos, as causas mais frequentes e mais perigosas da enfermidade são as bactérias, como o Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus e Legionellae Hemophilus influenzae.
Alexandre pontua a preocupação, não apenas com os pacientes internados, mas com os funcionários expostos durante a jornada de trabalho. O presidente ressalta que funcionários comentaram sobre as mortes, mas ainda não houve um pedido formal feito por alguma comissão.
"O que a gente quer deixar bem claro, é que os funcionários que trabalham no Hospital Regional têm o maior zelo em cuidar dos pacientes, para que essas coisas (surtos) não aconteçam. Agora, a gente tem alertado o governo, principalmente com a questão do H1N1, mas a responsabilidade é da gestão, não dos trabalhadores que estão se expondo", disse o presidente do SINTSS, que confirmou dar início a um levantamento das mortes, ainda nesta terça-feira (7).
O Jornal Midiamax também procurou o Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), que afirmou não ter conhecimento das mortes e preferiu não se posicionar a respeito.
A assessoria de imprensa da SES (Secretaria Estadual de Saúde), também afirmou não ter conhecimento das mortes, mas deve se posicionar, após a confirmação laboratorial seja positiva à bactéria.
Desde a última sexta-feira (3), a equipe de reportagem tenta um posicionamento do HRMS, que prometeu divulgar um parecer sobre os casos, até a manhã desta quarta-feira (8).
Nenhum dos procurados se posionaram a respeito do fechamento do DIP (Núcleo de Doenças Infecto Parasitárias) do hospital.
Surto em 2003
No ano de 2003, o HR foi alvo de investigação por causa de uma sequência de mortes provocados pela bactéria pseudomonas aeruginosa.
Pelas contas apresentadas à época por funcionários, naquele ano ao menos 130 pessoas morreram pela ação da bactéria.
O levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, porém, indicou que 32 pacientes teriam morrido por conta da disseminação da bactéria. O MPE (Ministério Público Estadual) abriu investigação na época, mas ninguém chegou a ser punido pelas mortes.
Midiamax – Por Daniele Valentim
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