Prefeito reúne a imprensa para esclarecer a morte do garoto Antonhy, ocorrido na Fundação Hospitalar
O prefeito de Costa Rica Waldeli dos Santos Rosa, reuniu a imprensa para apresentar a versão da Prefeitura e da Fundação Hospital
O prefeito de Costa Rica Waldeli dos Santos Rosa, reuniu a imprensa para apresentar a versão da Prefeitura e da Fundação Hospitalar quanto à morte do garoto Anthony Soares. Plantão à distância e por telefone deve acabar.
Da Redação – Na tarde hoje (16), o prefeito de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa, através da assessoria de imprensa da Prefeitura, a jornalista Luciana Aguiar, convidou a imprensa local e da região, para prestar esclarecimentos sobre a morte prematura do garoto de 3 anos de idade, Anthony Canabarro Soares, que faleceu no último dia 7 na Fundação Hospitalar. Na coletiva o prefeito fazia acompanhar por três vereadores, e também pela diretora administrativa e o médico que acumula a função de diretor clínico do hospital, Cidinha e Dr. Ricardo Barbosa Cotrin Moreira, respectivamente, o presidente da Fundação, o comerciante Walter Moreira Lima e o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Sr. Roney Hauck Rodrigues, além da assessora da secretaria de Saúde Angélica Pinheiro.
Conheça o caso. O garoto Anthony Canabarro Soares, de 3 anos de idade, foi atendido no Hospital de Costa Rica, na seguinte cronologia, segundo a mãe da criança: Dia 31 de outubro, às 6:45 da manhã e às 21:17. No dia 3 de novembro, Anthony foi levado ao hospital novamente, às 20:56. No dia 04, a criança voltou ao hospital, às 7h31 e foi atendido pelo médico ortopedista Dr. Marcos. No dia 6, voltou ao hospital e foi atendido às 13h01 no plantão da médica Dra. Luana, e depois de exames, disseram que a criança estava com infecção urinária. O menino sentia dores na virilha da perna esquerda. E no mesmo dia voltou ao hospital por volta das 22h00, já no plantão da médica Dra. Adriana Malafaia. A médica plantonista resolveu internar Anthony, e que por volta das 2 horas da madrugada (dia 7) teve uma crise, e segundo sua mãe, Andrea Canabarro de Souza, a crise foi tão intensa, devido à dor que ele sentia, que a criança mordia, pulava e chegava a puxar os cabelos. Por volta das sete horas da manhã, o médico pediatra Dr. William assumiu o plantão e logo identificou o caso de Anthony como grave, e levou o paciente para a sala de estabilização, enquanto preparavam para encaminhar Anthony para a cidade de Campo Grande. Por volta das 8 horas da manhã, o garoto de 3 anos de idade não resistiu e teve uma parada cardíaca e veio a óbito, mesmo com as massagens cardíacas para ressuscitá-lo.
Na coletiva a imprensa, o prefeito disse que o município assume todas as responsabilidades quanto ao caso, e que o inquérito policial aberto, até porque é de praxe essa iniciativa, tendo em vista que o óbito menciona “morte a esclarecer”, e cabe a policia apurar os fatos(...) e isso concluído, continua o prefeito, “e com a necropsia a ser finalizada e com o laudo competente, saberemos dizer o que realmente ocorreu”, disse. Disse ainda, por medida política resolveu demitir a médica pediatra que atendeu a criança no dia 6 na Fundação Hospitalar. Segundo consta, que no plantão médico do dia 6 de novembro, a médica Adriana Malafaia entrou em contato com a médica pediatra Dra. Silvia, para que ela fosse até ao hospital e ver a situação clínica de Anthony, que já estava internado. Segundo consta, que a médica pediatra não foi ao hospital e apenas recomendou que fosse ministrado algum tipo de medicamento, certamente para combater a infecção urinária. Esse diagnóstico de infecção urinária foi da própria médica pediatra na tarde do dia 6, no plantão da médica Luana. Elas conversaram sobre o caso. Não se sabe se o diagnóstico foi conclusivo ou não.
Na coletiva de imprensa, a diretora administrativa do hospital, Aparecida ou Cidinha como é conhecida, disse que, a médica pediatra relata que não foi chamada ao hospital naquela noite, foi apenas consultada sobre o que deveria ser feito. Há uma rotina no hospital de Costa Rica, que os médicos ficam de plantão remunerado à distância e quando chamados tem a obrigação em atender “in loco” o chamado ou seja, ir pessoalmente até o hospital. Observa-se ainda que há muita “camaradagem ou coleguismo”, entre esses profissionais, que muitas das vezes eles orientam ao plantonista o que deve ser feito por telefone. A mãe de Anthony, Andrea Canabarro disse que depois do ocorrido, ela e seu esposo indagaram com consistência a diretora do hospital, e essa disse que realmente há o tal “coleguismo” entre os médicos.
Waldeli disse que o município faz o que pode para melhorar a saúde, e que tem dado resultados, e até enfatiza que Costa Rica tem uma saúde boa, e que outros municípios recorrem sempre ao sistema local para atendimento de seus pacientes. Acredita que o ocorrido deve ser bem esclarecido, e que os responsáveis terão que responder na forma legal. Frisou ainda que a saúde praticada em Costa Rica tem recebido elogios de profissionais em Campo Grande, mas sabe que ora ou outra vai acontecer situações não confortáveis, como é o caso da morte de Anthony.
Uma pontuação feita pelo presidente do Conselho Administrativo da Fundação Hospitalar Walter Moreira, é que somente médico tem autorização para chamar outro médico que esteja de plantão à distância. Isso quer dizer que, sequer o enfermeiro (a) e menos ainda um técnico de enfermagem pode ligar para um médico e chamá-lo diante de uma emergência. É uma decisão polêmica, pois muitas das vezes o enfermeiro (a) ou mesmo o técnico pode estar mais embasado para a urgência, até pelo fato do “coleguismo”, já relatado, impor uma situação de embaraço, por exemplo, ao chamar um “colega” que deve estar dormindo às 3 da manhã para atender uma urgência.
Um dos vereadores presente na coletiva colocou certa interrogação ao fato do atendimento por telefone, e fez o prefeito, com certeza a rever a situação nos próximos dias.
Em resumo, o prefeito disse que a primeira providência foi tomada, com a demissão da médica, mas uma investigação mais profunda e com certeza, a policia deverá fazer, pode concluir se é uma única pessoa ou uma série de erros e equívocos que ocorreram – ou vem ocorrendo no Hospital, mesmo tendo melhorado significativamente o atendimento na recepção, mas que ainda “peca” no mais importante, nas decisões que precisam ser tomadas em relação a vidas. Nesse caso, observa-se que o garoto foi levado ao hospital várias vezes, e por narrativas da mãe, e que pode ser ou não ratificadas por enfermeiros e técnicos de enfermagem que assistiram a criança, qualquer profissional poderia ter sugerido o encaminhamento a tempo do paciente para Campo Grande ou outro centro mais qualificado.
Ficou esclarecido que o município, através de decisão administrativa do prefeito, investe R$ 527 mil mensais na Fundação Hospital, e que são somados a mais 90 mil do SUS e governo estadual. E, ainda com a estrutura montada com o dinheiro público, possibilita que a Fundação Hospitalar arrecade mais uns 200 a 250 mil reais por mês entre convênios e particular. Com todo esse montante, é sabido que há reclamações salariais no hospital por parte de funcionários, que recebem salários menores se comprado aos profissionais que trabalham no serviço público de saúde do município.
Nas redes sociais há criticas, e muitas críticas, ás vezes com fundamentos, às vezes não. Mas é certo que a população quer profissionais preparados e comprometidos com o sistema, e fica cada vez mais evidente que à população questiona com razão. Entra em debate os recém formados. Mesmo sabendo que eles precisam sim de oportunidades, mas essa oportunidade tem que ter relação com o comprometimento e compromisso em salvar vidas, e isso vale para todos.
O prefeito fez questão em dizer, que é pai e avô, e que tem pensado muito no que aconteceu. Ele elogiou a reunião, e ainda pediu a imprensa que ajude a melhorar a saúde, e isso vai ocorrer, com certeza, mas vai ser cobrado para tomar decisões mais efetivas e sistemáticas para melhorar o sistema, em especial a Fundaçao Hospitalar, que é o setor mais questionado da saúde local.
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