
Funcionários se dizem doentes, desvalorizados e com sobrecarga de trabalho.
Os mais de 1,4 mil profissionais da Enfermagem da Santa Casa ameaçaram entrar em greve se o hospital não pagar o restante do 13º salário que está em aberto. Indicativo de greve foi votado e aprovado pelos profissionais durante assembleia que ocorreu na manhã desta segunda-feira (28).
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), Lázaro Santana, o jurídico vai encaminhar liminar para que verba da Santa Casa seja bloqueada com o objetivo de garantir os salários. “Vamos levar denúncia para o Ministério Público Estadual (MPE) para que eles ingressem com ação”, disse Santana.
Os organizadores da greve farão escala reduzida já neste momento de indicativo e se as reivindicações não forem atendidas em 72 horas, os profissionais vão paralisar 70% dos atendimentos. “Menos no período da noite, pois à noite tem menos profissionais, mas os horários matutino e vespertino terão os atendimentos reduzidos”, explicou o presidente.
Lázaro disse também que antes de encaminhar o indicativo de greve, eles pediram reunião com o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD) e com o governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), mas não tiveram resposta de nenhum deles. “Tentamos, mas ninguém nos atendeu, a greve vai começar e não temos prazo para terminar”, ameaçou Lázaro Santana.
A situação de atraso no pagamento dos trabalhadores começou em outubro do ano passado e, dois meses depois (dezembro), a Procuradoria do Trabalho de Mato Grosso do Sul precisou interferir na situação, ajuizando pedido de bloqueio de 2.692.942,87 do hospital a fim de assegurar o pagamento dos médicos.
Reportagem do Correio do Estado mostrou que, os funcionários do hospital estão sendo usados como massa de manobra, para que a Santa Casa consiga aumento nos repasses feitos pela Prefeitura de Campo Grande, Governo de Mato Grosso do Sul e Ministério da Saúde, através do Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente do sindicato, Lázaro Santana, nega.
Em uma das últimas reuniões com a direção da instituição, os diretores do hospital propuseram aos funcionários que o pagamento dos 40% restantes do décimo terceiro dos funcionários, atrasado desde o ano passado, seja feito em três parcelas iguais, nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2019.
A justificativa da diretoria é de que o hospital tem um deficit mensal no repasse mensal. Porém a categoria não aceitou e ameaça entrar em greve se o hospital não pagar o restante do 13º integral em 72 horas.
Matéria: Reprodução Correio do Estado


















