
Da Redação – O mundo gira em torno dos interesses políticos, e para obter o poder, partidos ou grupos políticos fazem o possível, e o impossível, para se manter no topo. O poder sempre gera corrupção, principalmente em países onde a democracia ainda é um sonho e uma expectativa.
Países como a Síria e o Iêmen, são “provas vivas” que a luta pelo poder leva milhões de pessoas a fome e milhares a morte. Somente no Iêmen, uma ONG estima que mais de 85 mil crianças com menos de 5 anos de idade morreram pela guerra e desnutrição.
A fome é tão devastadora no Iêmen que cerca de 14 milhões de pessoas estão passando fome, segundo as Nações Unidas. O conflito no Iêmen tem suas raízes na Primavera Árabe, de 2011, quando uma revolta popular forçou a saída do poder do presidente do país para que o vice assumisse esse poder.
Na Síria, a crise também começo no contexto da Primavera Árabe quando houve uma série de protestos contra o governo de Bashar al-Assad. Estima-se que a guerra afetou em cheio a população civil daquele país, 24 milhões de pessoas nos primeiros cinco anos e ainda não terminou.
A revolta na Síria começou quando um grupo de cidadãos se indignou com as denúncias de corrupção reveladas pelo WikiLeaks. Com a revolta da população, o governo ordenou que as forças de segurança abrissem fogo contra os manifestantes causando várias mortes.
O mais interessante é que as nações desenvolvidas e poderosas como os EUA, França, Rússia e outras, aproveitam dessas situações para venderem armas e lucrarem com a “desgraça” de milhões de pessoas.
O mundo gira em torno de interesses daqueles que estão no poder. O que ainda sustenta o equilíbrio dentro de um poder, é a democracia. Quando a democracia deixa de existir, como é o caso do Iêmen e da Síria, às pessoas ficam há mercê do destino e da sorte, sendo que a luta para se manter no poder é muito mais atraente de que a vida de milhões de pessoas.


















