17 de Julho, 2018 12h07mMundo por gazetacrnews

Menina de 12 anos é estuprada por 7 meses consecutivos

Na Índia, grupo de 22 agressores, com idade entre 20 a 66 anos, estupraram a garota de 12 anos por 7 meses consecutivos.

Na Índia, grupo de 22 agressores, com idade entre 20 a 66 anos, estupraram a garota de 12 anos por 7 meses consecutivos. Ela era drogada para garantir que mantivesse em silencio.

Mundo – A Índia é um país onde o sistema político é o federalismo parlamentar, e a religião predominante é o hinduísmo e o budismo, mas há também cristianismo, o judaísmo e o islamismo. Em 2016, a população da Índia é mais de 1,3 bilhão de pessoas.

Em mais um caso bárbaro de violência sexual na Índia, uma menina de 12 anos com deficiência auditiva foi estuprada ao longo de 7 meses por ao menos 22 homens em Chennai, cidade localizada no extremo sul do país e a cerca de 400 quilômetros de Bangalore.

Segundo o jornal indiano Times of India, 18 agressores foram presos nesta terça-feira e a polícia agora busca pelos outros envolvidos. Eles irão responder pelo crime de acordo com o Ato de Proteção às Crianças contra Violência Sexual, lei sancionada em 2012 que visa tratar casos de abuso e exploração sexual de menores de 18 anos.

Caso

A menina trouxe o caso à tona no último sábado, quando contou à irmã mais velha, que é universitária e estava visitando a família, sobre o trauma. Os pais então procuraram a polícia, que iniciou as investigações, e ao hospital, onde uma equipe médica constatou que a violência sexual sofrida por ela havia sido causada por diferentes homens.

Investigadores conseguiram identificar o grupo que a violentou: os agressores têm entre 20 e 66 anos de idade e todos são funcionários de um complexo de apartamentos próximo do local onde a criança vive e no qual os estuprosaconteceram.

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De acordo com a menina, explicaram os policiais à agência de notícias AFP, um homem chamado Ravi Kumar, um ascensorista de 66 anos, foi quem primeiro a estuprou. Os episódios de violência aconteciam quase que diariamente, quando ela chegava da escola, e o grupo de envolvidos ia aumentando dia a dia. Ela era drogada antes de ser violentada e os homens filmavam os atos para chantageá-la a permanecer em silêncio.

A epidemia de violência sexual na Índia é chocante e vem chamando a atenção do mundo desde os idos de 2012, com o estupro coletivo de uma jovem na capital Déli. Na ocasião, a estudante Jyoti Singh, de 22 anos, acabou morrendo em decorrência dos ferimentos.

Desde então, o governo indiano vem tentando atualizar suas leis e prever punições cada vez mais duras para os agressores. Em abril de 2018, por exemplo, uma ordem executiva aprovada pelo gabinete do primeiro-ministro Narendra Modi prevê alterações nas leis que regem o tema.

Uma das mais significativas é a pena de morte para casos de violência sexual contra menores de 12 anos, mas foram ainda aumentadas as penas em casos de estupros contra mulheres adultas, de 7 para 10 anos de prisão, podendo se tornar perpétua. No entanto, as mudanças precisam ser aprovada pelo parlamento em até seis meses ou perdem a validade.

Números da polícia indiana revelam que, diariamente, ao menos 100 casos de violência sexual são registrados em todo o país. Em 2016, o número de episódios reportados chegou a 39 mil, um aumento de 17% ante o observado em 2015.

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