Costa Rica: Hospital pode ser privatizado
Foi uma luta, custou, talvez, até uma gestão administrativa, quando Roberto Rodrigues, em 1990, prefeito de Costa Rica, com o apoio da Câmara Municipal, criou o hospital municipal de Costa Rica. Com essa medida, estava ilustrado e aplica

Local – Foi uma luta, custou, talvez, até uma gestão administrativa, quando Roberto Rodrigues, em 1990, prefeito de Costa Rica, com o apoio da Câmara Municipal, criou o hospital municipal de Costa Rica. Com essa medida, estava ilustrado e aplicação da Lei maior, a Constituição na política de saúde do município – O Estado, representado pelo município passou a ser realmente o responsável pela política de saúde em Costa Rica.
Em 1995, o prefeito Getúlio Ribas, resolveu criar uma Fundação Hospitalar para gerir o hospital. Essa Fundação é apenas uma comissão de indicados, mas nunca assumiu de fato a responsabilidade financeira do nosocômio, as despesas sempre ficaram a conta do poder público.
Deu entrada na Câmara Municipal projeto de lei que visa doar o prédio do hospital municipal de Costa Rica, patrimônio do povo, para a Fundação Hospitalar, que é uma entidade de direito privado.
A justificativa do prefeito é contestável, pois dizer que o município não consegue recursos do Estado e da União para o hospital, e que é necessário que a Fundação Hospitalar necessite ter o prédio em seu nome – isso não é razoável.
A Constituição do Brasil diz que a saúde é direito de todos e dever do Estado – traduzindo, cabe a pores públicos manter a saúde pública e de qualidade.
Na verdade, o município recebeu o prédio como doação, e daí fez vários investimentos, e agora, quer doar – e na verdade doar pra quem?
Cuidado conterrâneos, daqui alguns anos o que é do povo, não será mais do povo.
Aliás, como pode o poder público deixar de adquirir á área do lado do hospital, e que agora se constrói uma clinica particular.
Algumas pessoas se reuniram, e estão enviando ao Ministério Público um pedido de providências para coibir essa pretensa doação.





